Ranking do vôlei pode aposentar londrinense
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sábado, 24 de outubro de 2015
Agência Estado 
São Paulo - As principais jogadoras de vôlei do País iniciaram ontem uma campanha online contra o ranking da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que classifica todas as jogadoras do País e, supostamente, funciona para que um elenco não seja muito mais forte do que os outros. O ponto dado à oposto Elisângela, bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, foi o estopim da revolta.
A londrinense faz parte do elenco do Osasco-SP, onde é reserva. Em uma escala que vai de 7 a 1, ela é uma jogadora de 3 pontos, mas, por conta da idade avançada (37 anos), é bonificada e tem apenas um ponto.
Cada equipe da Superliga pode ter, no seu elenco, atletas que somem 43 pontos. Elisângela será dispensada após o Campeonato Paulista porque o Osasco já tem esses 43 pontos.
Para não ter que antecipar a aposentadoria, a jogadora de 37 anos solicitou à CBV que sua pontuação fosse zerada. Isso só poderia acontecer se todos os clubes da Superliga aceitassem a proposta, mas três deles a rejeitaram. Elisângela segue com um ponto e, por isso, não terá espaço no elenco do Osasco.
"Passei por isso e não gostaria que ninguém mais passasse, principalmente uma jogadora que já fez tanto pela nossa seleção e pelo vôlei brasileiro. Estamos perdendo uma grande atleta, que por tantos e tantos anos defendeu brilhantemente a camisa da seleção brasileira", escreveu Jaqueline no Instagram.
A atacante quase ficou a temporada inteira sem jogar. Como há um limite de atletas de 7 pontos por equipe e ela tem esta pontuação, não tinha espaço em nenhum dos clubes que tinham condições de pagar seu salário. Só durante a temporada é que ela acertou com o Minas-MG - agora está no Sesi-SP.
A campanha online já contou com a postagem de quase todas as jogadoras da seleção brasileira, que postaram com cara de poucos amigos e braços cruzados, demonstrando insatisfação.


