Belo Horizonte, 26 (AE) - O técnico Humberto Ramos não acredita que o fato de o amigo Toninho Cerezo ter treinado o Atlético-MG, no primeiro semestre do ano, e ser grande conhecedor do clube, no qual já foi jogador e diretor de futebol
possa significar vantagem do Vitória-BA, no jogo de domingo. "A nossa base mudou muito desde que Cerezo saiu do time", justifica Ramos.
"Além disso, somos dois boleiros tarimbados, cada um tem seu jeito de trabalhar e posso dizer que, se ele conhece o Atlético, também sei muito sobre o Vitória", acrescenta o treinador, que passou os últimos dias assistindo e analisando teipes de partidas da equipe baiana.
Marques, um dos integrantes do atual grupo que trabalharam com Cerezo, espera receber forte marcação no domingo, a mando do ex-técnico. "O Vitória, pelo que a gente tem visto, se caracteriza por uma pegada muito forte e uma marcação firme, sem abusar das faltas", diz.
"Domingo não será diferente e o Cerezo vai buscar anular as peças que ele considera mais perigosas." Mesmo jogadores que não atuaram sob o comando do ex-atleticano concordam com Marques. É o caso do volante Gallo, que chegou ao time ainda no primeiro semestre e ajudou a equipe a conquistar o Campeonato Estadual, mas já sob o comando do uruguaio Dario Pereyra.
Para ele, mesmo que a base da equipe e a forma de jogar tenham mudado, nos últimos meses, Cerezo é ligado ao Atlético, é morador de Belo Horizonte e deve ser bem informado sobre tudo que se passa no clube. "Ele conhece as caraterísticas do Atlético e isso deve dificultar um pouco", afirmou Gallo. "Mas, de nossa parte, também estamos preparados para o Vitória", acrescentou.

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