Ramirez enaltece campanha no Mundial
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Rafael Souza<br> 
A seleção brasileira de handebol masculino volta da Espanha com a sensação de dever cumprido. No Campeonato Mundial, disputado em Zaragoza, a equipe verde e amarela acabou eliminada pela Rússia, no último domingo, nas oitavas de final, mas terminou no 15º lugar, sua melhor colocação na história da competição internacional.
Em entrevista à FOLHA, em dezembro do ano passado, o presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luiz Oliveira, já avisava que ficaria satisfeito se equipe avançasse à segunda fase, já que o time passa por um processo de reformulação nas mãos do técnico espanhol Jordi Ribera, que voltou ao comando da seleção em maio do ano passado.
O foco é preparar o time para entrar na briga por uma medalha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. "O Brasil veio aqui com a ideia da preparação para as Olimpíadas e no final demonstramos qualidade, despertamos interesse e isso é muito importante para olhar o futuro com otimismo. Estamos com um grupo que nos dará muitas alegrias no futuro", comentou o técnico espanhol, após o jogo com os russos.
Amigo pessoal de Ribera, o técnico do time de handebol masculino de Londrina, Giancarlos Ramirez, acompanha a preparação da seleção de perto e destaca a mudança de postura apresentada pelo time no Mundial. "O Brasil jogou muito bem, teve postura de vencedor. Contra a Rússia, acreditou que poderia ganhar e jogou de igual para igual, foi no detalhe mesmo. Faltava essa mentalidade de acreditar e buscar", analisa o treinador londrinense.
Com três vitórias em cinco jogos, o Brasil avançou à segunda fase no terceiro lugar do grupo A. Além disso, fez jogos equilibrados contra França, atual campeã olímpica, e Rússia, outra potência do esporte.
Para Ramirez, o bom resultado é fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos e deixa uma boa impressão para os próximos desafios. "A evolução é nítida, vem de um trabalho que já vem desde a primeira passagem dele (Jordi Ribera). Acredito que estamos no caminho certo e esse time vai incomodar muita gente grande até as Olimpíadas", aposta.
Por último, o técnico campeão da Liga Nacional em 2005 e 2008 com o time de Londrina cita a campanha como mais um fator que deve colaborar para o crescimento da modalidade no Brasil. "Já tivemos esses dias a Ale (Alexandra Nascimento) eleita a melhor jogadora do mundo. Agora o Brasil faz sua melhor campanha em mundiais. Isso mostra aos patrocinadores que estamos no caminho certo para sermos uma força, assim como o vôlei e o basquete", finaliza.
No Mundial Feminino realizado no Brasil, em 2011, as meninas brasileiras também já haviam marcado o nome na história ao ficarem com o 5º lugar, outro feito inédito para o handebol nacional.


