Ramirez culpa revés por falta de ritmo
Doha, Catar - O handebol brasileiro ainda engatinha para chegar perto da modalidade em outros centros como a África e a Europa. Prova disso é o calendário. O principal torneio, a Liga Nacional, só começa em maio e tem apenas seis meses de duração. Assim, a Unopar Londrina/Sercomtel chegou ao Super Globe tendo feito apenas um amistoso desde o começo do ano.
Essa falta de ritmo de jogo pesou e muito no desempenho da equipe no Mundial de Clubes. A avaliação é do técnico Giancarlos Ramirez. Enquanto a equipe de Londrina abria sua temporada com o torneio, os rivais já estavam em final de campeonato, entrosados e com o preparo físico e técnico em seu ápice.
''Nós temos o futebol como paixão nacional, o vôlei é popular pois é campeão mundial, e o handebol é uma das modalidades mais praticadas nas escolas, mas ainda falta estrutura no adulto. Temos uma Liga Nacional que ainda precisa ser fortalecida. Precisávamos de um intercâmbio com a Europa para nos fortalecer, fazer amistosos com times de lá, mas a distância é muito grande'', lamentou. ''Eles estão em final de temporada, nós ainda estamos começando a nossa e esses erros que apresentamos são cometidos muito em função disso'', completou o técnico.
O armador central Cláudio seguiu a linha de raciocínio do treinador. ''Nos preparamos muito para a competição, que é a maior das nossas vidas e esperávamos mais do time. Tivemos muitos erros contra uma grande equipe. Erros de fundamento, de passe. E isso acontece porque no Brasil ainda não disputamos nenhum campeonato esse ano'', comentou o jogador.
Ramirez, no entanto, gostou da postura defensiva do time. Mas reprovou a atuação dos goleiros Jaime e Rick e do ataque. ''Nossa defesa se comportou muito bem, apesar de nosso goleiros não estarem em um dia bom. No ataque, construímos várias ações, mas erramos muito nas finalizações e nos passes'', avaliou. (T.M.)





