Rally Dakar confirma mais uma edição na América do Sul
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terça-feira, 23 de março de 2010
Reportagem Local 
São Paulo - Pela terceira vez consecutiva, o rali mais difícil do mundo, o Dakar, acontecerá na América do Sul. Após muitas especulações se a prova retornaria à Europa e África, a organização do rali decidiu manter-se na Argentina e Chile. A edição 2011 da prova acontecerá entre os dias 1º e 16 de janeiro. E, pelo 24º ano consecutivo, a equipe brasileira Petrobras Lubrax confirma a sua participação.
''Novamente, competiremos nesta que é conhecida também como a maior prova off road do planeta em três categorias simultaneamente - moto, carro e caminhão. Vamos representar o Brasil em grande estilo'', ressaltou Jean Azevedo, piloto do carro da Petrobras Lubrax.
Em janeiro de 2009, quando a competição ocorreu na América pela primeira vez, havia uma certa insegurança a respeito se as dificuldades da prova seriam mantidas. ''Com toda a minha bagagem de participações no Dakar eu já sabia que a tendência era que a competição fosse ainda mais difícil. Foi bem divertido ver que os europeus ficaram impressionados com a quantidade de desafios que regiões de nosso continente proporcionam aos competidores'', contou André Azevedo, piloto do caminhão da Petrobras Lubrax e com 23 participações no rali, sendo o primeiro sulamericano a subir ao pódio da prova.
Logo após a realização do Rally Dakar 2010, acreditava-se que haveria uma mudança no percurso da prova, que passaria pela Tunísia, Líbia e Egito. Em fevereiro deste ano, o país de Muammar Khadaffi suspendeu a atribuição de vistos aos cidadãos do Espaço Schengen, que é uma convenção de países europeus que possuem livre acesso entre seus territórios.
''Os organizadores do Dakar sempre priorizam a segurança de seus competidores, e problemas políticos como esse atrasam o bom funcionamento do rali. Naturalmente, a solução foi continuar na América do Sul, que provou ser um excelente local para a competição, em todos os aspectos. Em relação aos recentes terremotos no Chile, acreditamos que o rali terá a ajuda de recursos financeiros privados ao país, sem contar na ajuda que a própria competição proporciona ao Chile. É interessante para ambos os lados'', acrescentou André Azevedo.


