O Rali Granada Dakar 99 manteve sua tradição de ser considerado o rali mais perigoso do mundo. Ele provocou mais uma morte, a 40ª envolvendo veículos da prova em 21 anos, na etapa de ontem, entre Bobo Dioulasso, em Burkina Faso, e Mopti, no Mali. O automóvel Nissan do francês Henri De Roissard bateu em um carro de polícia de Bobo Dilouasso na madrugada de sábado. O policial que dirigia o carro morreu no hospital, sete horas após o acidente.
Para os brasileiros, a competição segue com boas perspectivas. O caminhão Tatra da equipe BR Lubrax, com André Azevedo, Leilane Neubarth e o checo Tomaz Tomecek está em terceiro na classificação geral. A liderança é dos checos Karel Loprais, Radek Stachura e Joseph Kalina, também com Tatra, seguidos pelos russos Victor Moskovskikh, Semion Jakkoubov e Vladimir Tchaguine (Kamaz). Na oitava etapa, os brasileiros lideravam a prova quando foram obrigados a parar devido a um erro de percurso. Os russos, com o caminhão Kamaz, vinham logo atrás e, devido à poeira, chocaram-se fortemente na traseira do caminhão da equipe BR Lubrax. Não houve vítimas, mas o caminhão russo teve fortes danos, sendo rebocado pelos brasileiros durante vários quilômetros. Com isso, o Tatra de André Azevedo perdeu a liderança e chegou em sexto lugar na etapa.
O francês Jean-Louis Schlesser (Schelsser) aumentou sua margem de liderança na classificação geral da categoria carros ao vencer a etapa de ontem com o tempo de 3h42min08. O segundo lugar foi do japonês Kenjiro Shinozuka (Mitsubishi). O espanhol Miguel Prieto, vice-líder geral do rali, foi o terceiro.
Entre as motos, o vencedor da etapa foi o sul-africano Alfie Cox (KTM), com o tempo de 3h37min09. O segundo foi o chileno Carlo de Gavardo (KTM), seguido do espanhol Carlos Sotelo (Yamaha). Na classificação geral a liderança é do francês Richard Sainct (BMW), seguido do francês Thierry Magnaldi (KTM).

mockup