O 20º Rali Paris-Dakar, que tem largada marcada para a próxima quinta-feira (dia 1º de janeiro), em Paris, reunirá mais de 350 equipes, que percorrerão 10.245 quilômetros, divididos em 6.388 km de etapas especiais (contra o relógio) e 3.857 km de ligação, com o objetivo de chegar a Dakar no dia 18 de janeiro. Duas equipes brasileiras disputarão esta que é uma das mais difíceis competições do mundo: a BR Lubrax, que participa pela 11ª vez e a Brasil Off Road, que faz sua estréia.
A busca às origens da grande aventura criada por Thierry Sabine é a característica do novo roteiro, porque o percurso nunca é repetido neste tipo de prova, justamente para criar maiores dificuldades e evitar que os competidores realizem treinamentos e testes ou montem bases avançadas de apoio.
O trajeto desta 20ª edição do Paris-Dakar está dividido em 17 etapas, sendo que quatro delas serão do tipo maratona, onde é proibido o trabalho dos mecânicos que seguem a caravana do rali no avião da organização, o que aumentará as dificuldades da prova.
A volta da largada para Paris trouxe o glamour e o prestígio que o evento merece e os números comprovam isso: até o início deste mês já estavam confirmadas 352 equipes, 68 a mais do que na edição anterior, um crescimento de 23%, elevando o orçamento da prova para mais de meio bilhão de dólares. A TV levará uma equipe de 130 pessoas para produzir imagens que serão transmitidas para 170 países.
‘‘Este será um Dakar muito duro pois ele é uma homenagem a Thierry Sabine, o criador da prova, cuja filosofia era de que cada rali fosse mais duro e difícil que o anterior. Desta vez o Hubert Auriol, atual chefe da organização, está realizando o sonho de Sabine’’, explicou Klever Kolberg, integrante da equipe BR Lubrax e que participará pela 11ª vez da competição, na categoria Carros Maratona, tendo como co-piloto o francês Pascal Carroquet.
Segundo Kolberg, algumas características da prova demonstram as dificuldades que os participantes terão que enfrentar. Haverá quatro etapas de maratona (quatro acampamentos sem mecânico) que são as seguintes: sexta, dia 6 de janeiro, de 1.031 km, entre Ouarzazate e Smara, no Marrocos; nona, dia 9, ‘Mil e Uma Dunas’, em razão da característica topográfica do local e as dificuldades em atravessar este tipo de terreno. Será entre El Mreiti e Taodenni, na Mauritânia; décima, dia 10, é uma especial de 806 km entre Taoudenni e Gao, atravessando a fronteira entre a Mauritânia para Mali; e a 13ª, dia 14, é a chamada de Thierry Sabine Trophy, no passado realizada em dois dias e agora terá de ser concluída em um dia entre Nema e tidjikja, na Mauritânia.
Além de Klever Kolberg, a equipe BR Lubrax terá Jean Azevedo, campeão em 97 na categoria Motos Produção e que agora irá competir na Produção e Maratona, com uma moto KTM 620. Seu irmão André Azevedo, campeão na Motos Maratona em 91 e 93, não disputará o evento, mas estará presente com um caminhão Mitsubishi Pajero como veículo de imprensa, tendo ao seu lado mais três jornalistas brasileiros.

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