A Dunas Race dará largada ao 9º Rali dos Sertões no domingo, em Franca, já fazendo planos para incluir a prova no Mundial de Off-Road de 2002. Se oficializado, o rali passará a ser a segunda maior etapa do Mundial, atrás apenas do Paris/Dacar. E o impacto econômico superará os R$ 20 milhões atuais. A largada promocional do rali será nesta sexta-feira, em São Paulo. ‘‘No que se refere a estrutura e procedimentos técnicos, já temos todas as condições de entrar no calendário internacional. Agora vamos partir para a ação política’’, diz o organizador Marcos Ermírio de Moraes, da Dunas.
A pretensão tem respaldo da Confederação Brasileira de Automobilismo, através de José Carlos Bastos, da Comissão Nacional de Rali. Passando a integrar o Mundial, que tem provas na Argentina, Tunísia, Marrocos, Itália, Espanha e Portugal, o Brasil receberá as maiores equipes do mundo.
Para crescer – As mudanças que o Rali dos Sertões deverá passar, tornando-se etapa do Mundial, vão desde um número maior de participantes até recursos mais sofisticados de segurança.
Quatro marcas estarão nesta edição com equipes próprias: Mitsubishi, GM, Troller e Subaru. Serão no total 84 carros, 42 motos e quatro caminhões para o percurso de Franca a Fortaleza (a preparação de um carro para a competição custa cerca de R$ 80 mil e uma moto, R$ 10 mil). Em 2002, a previsão é de 110 carros, 130 motos e oito caminhões. De 900 passarão a ser 1.300 pessoas envolvidas.
Se aprovada como etapa do Mundial, a prova passará de julho para setembro, por causa da proximidade do rali de Córdoba, na Argentina. ‘‘A princípio, as equipes aproveitariam a viagem para a América do Sul e disputariam as duas etapas em seguida’’, diz Marcos Ermírio de Moraes que, ao lado de Simone Palladino, também da direção da Dunas Race, calcula que o rali movimentará cerca de R$ 20 milhões em seus 5.800 quilômetros pelo Interior do Brasil, incluída a compra de 40 veículos de apoio.

mockup