São Paulo, 28 (AE) - O Raja Casablanca, primeiro adversário do Corinthians no Mundial de Clubes, no dia 5, no Estádio do Morumbi, chegou hoje ao Brasil. O time treinado pelo argentino Luís Fullone disputará amanhã à tarde um amistoso, contra o Vasco, no Estádio do Maracanã. Além do Corinthians, O Raja, que está no Grupo A, também enfrentará o Real Madrid e o Al-Nassr, da Arábia Saudita.
Fullone explicou os motivos que o levaram a chegar ao Brasil oito dias antes da estréia do time no Mundial. "Teremos algum tempo para que os jogadores conheçam o clima e os campos brasileiros", disse o treinador.
O Raja Casablanca é tetracampeão marroquino e campeão africano. O time conta apenas com jogadores marroquinos, todos formados nas divisões de base do clube. Esse fato é motivo de orgulho pelos dirigentes do Raja.
No embarque da delegação para o Brasil, Ahmed Amor, presidente do clube Marroquino, prometeu aos torcedores: "Não temos complexo de inferioridade. Representaremos o país e o futebol africano da melhor maneira possível. Estamos preparados para esta missão em todos os níveis: material, moral e técnico."
Para conseguir suportar o ritmo da competição, os jogadores foram autorizados a romper o jejum do Ramadã durante o período em que estiverem no Brasil. Neste mês, os muçulmanos não podem se alimentar, tomar líquido, fumar, comer nem fazer sexo durante o dia. Só são permitidas exceções em casos de enfermidades, viagens, guerra ou missões importantes relacionadas com os interesses nacionais. "Representaremos a nação africana no Mundial. É justo que sejamos preservados para que possamos render o máximo", disse Amor.
Há mais de uma semana treinando no Vacance Hotel, em águas de Lindóia, o Al-Nassr disputará quinta-feira um amistoso contra o Juventus, no Estádio Municipal da cidade, às 23h. O técnico iugoslavo Milan Zivadinovic terá a oportunidade de começar a fazer os acertos na parte tática da equipe que, segundo ele, "ainda não está 100". A partida será disputa à noite por causa do Ramadã. Todos os jogadores do Al-Nassr são muçulmanos.
Depois de divulgados os diferentes hábitos dos árabes em águas de Lindóia, aumentou-se o assédio à equipe e o príncipe saudita Faisal Bin Abdulrahman Al Saud decidiu não falar mais com a imprensa para manter a privacidade e a concentração dos jogadores. "Não gostaríamos de conversar com os jornalistas porque queremos manter a harmonia da equipe. Os jogadores estão aqui para se preparar para o Mundial e as entrevistas acabam desgastando o grupo", disse o porta-voz da equipe.

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