Indianápolis - O finlandês Kimi Raikkonen, que se beneficiou do primeiro erro do espanhol Fernando Alonso para vencer o Grande Prêmio do Canadá, no último domingo, quer agora manter a pressão sobre seu grande rival e voltar a levantar o troféu no Grande Prêmio de Indianápolis, nos Estados Unidos, que acontece hoje, a partir das 15 horas (horário de Brasília).
Frio e determinado, o piloto da McLaren se recuperou de seu acidente em Nurburgring e depois assegurou a vitória em Montreal. Raikkonen espera que seu carro atinja um desempenho ''ainda melhor'' em Indianápolis, onde será disputada a nona etapa do Campeonato Mundial, segundo GP em duas semanas antes do retorno da Fórmula 1 à Europa.
O espanhol que conseguiu suportar brilhantemente a pressão da Ferrari de Michael Schumacher em Imola, no mês de abril, em Montreal cometeu seu primeiro erro de pilotagem no momento em que era líder. Na saída de uma curva seu carro encostou a traseira direita contra um muro de contenção. O toque afetou a suspensão e o obrigou a abandonar a prova.
Esse abandono lhe custou dez pontos e, além disso, em Indianápolis terá que ser um dos primeiros na tomada de tempos enquanto o finlandês será o último a tentar a melhor volta, beneficiando-se assim de uma melhor aderência na pista.
''O resultado de Montreal é muito bom para mim e conquistei confiança para prosseguir na luta'', afirmou o 'homem de gelo', que confessou sonhar com um triunfo no legendário oval americano. ''É um dos lugares onde todos os pilotos querem vencer, como Mônaco ou Spa'', declarou o finlandês, vice-líder do campeonato com 37 pontos.
O asturiano Fernando Alonso, da Renault, entende que o resultado ''mais lógico'' para o Grande Prêmio dos Estados Unidos será chegar ao pódio. ''Acho que aspirar um pódio é uma meta realista para nós'', diz Alonso. ''Digo isso porque devemos largar entre os três primeiros e isso poderia nos dar uma ótima condição na prova'', continua o piloto que lidera o campeonato com 59 pontos ganhos.
''Várias equipes estão competitivas como é o caso da McLaren, que parece a mais forte. A Ferrari está voltando e a BAR/Honda mostrou com a pole no Canadá que também está aí'', prossegue o espanhol.
Rubens Barrichello, a exemplo do heptacampeão mundial Michael Schumacher, mantém os pés no chão para o GP dos Estados Unidos. ''Sempre conseguimos andar rápido em Indianápolis'' diz Rubens. ''Mas, neste ano, ainda acho que estaremos correndo atrás das McLarens e das Renaults. Vamos ver o que vai acontecer'', prossegue o piloto brasileiro que soma 21 pontos no campeonato e três pódios.
''Está um pouco difícil de conquistar o campeonato de pilotos. Todavia, ainda tem muita coisa para acontecer e a situação pode mudar. Nunca se sabe. No certame de construtores, precisamos melhorar um pouco e mais pontos vão chegar'', finaliza Rubens Barrichello.

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