Raikkonen entra na luta pelo título
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domingo, 22 de maio de 2005
Agência Estado 
Mônaco Agora é para valer: Kimi Raikkonen, da McLaren, entrou definitivamente na luta pelo título. Como já havia feito na Espanha, dia 8, o finlandês dominou, ontem, o GP de Mônaco, da largada à bandeirada. E seu principal adversário, Fernando Alonso, da Renault, líder ainda do campeonato, pela primeira vez este ano não chegou ao pódio. Ficou em quarto.
Raikkonen afirmou: ''Venci em Barcelona e hoje aqui, pistas completamente distintas, não vejo por que não continuarei ganhando em outros circuitos.'' A diferença entre Alonso e Raikkonen ainda é grande, 22 pontos. O espanhol soma 49 pontos e o piloto da McLaren, em segundo, tem 27. Mas diante da diferença imposta a Alonso em pista por Raikkonen, 27,6 segundos na frente no GP da Espanha e 36,4 segundos ontem, o asturiano sabe que não será nada fácil manter-se na liderança do Mundial.
''Ainda bem que abri muitos pontos nas etapas iniciais. Neste instante Raikkonen tem um carro mais rápido que o nosso e, além disso, desfruta melhor os pneus (Michelin) do que nós'', disse Alonso.
Ele explicou que depois de 20 voltas (a corrida teve 78) seus pneus, embora fossem os duros, já davam sinais de desgaste. ''Eu tinha de antecipar a hora de frear e estava quase impossível resistir ao ataque dos pilotos da Williams.''
Na Williams o clima era de festa como há muito não se via. Desde o GP da França de 2003 não tinha dois pilotos no pódio. As relações com a BMW são tensas. Os alemães acham que lhe oferecem o melhor motor da Fórmula 1 e seu diretor, Mario Theissen, sempre dá a entender que a culpa pelos maus resultados é do chassi, responsabilidade da equipe. Ontem, tudo foi esquecido, mas por pouco. ''O toque com Mark Webber na largada não comprometeu minha corrida'', disse Nick.
A McLaren quase põe tudo a perder quando na 23 volta um acidente interrompeu a pista. O holandês Christian Albers, da Minardi, errou na curva Mirabeau e ficou atravessado. Michael Schumacher, da Ferrari, sétimo ontem, brecou mas não evitou o choque com David Coulthard, da Red Bull, estacionado à frente de Albers. O safety car entrou na pista e, a essa altura, Alonso fez seu pit stop. A corrida teria, ainda, mais 57 voltas. ''A equipe não me chamou para box porque eu tinha gasolina para fazer o pit stop apenas na 42 volta. Confesso que fiquei em dúvida à aquela hora se tínhamos acertado.'' Mas o ritmo da sua MP4/20 era mesmo ''imbatível'', como definiu Rubens Barrichello, da Ferrari, oitavo.
Raikkonen à parte, a corrida foi emocionante. Houve luta por quase todas as demais posições, até a bandeirada, como a entre Ralf Schumacher, da Toyota, e o irmão, pelo sexto lugar. ''Michael é louco, às vezes ele desliga o cérebro e faz essas manobras'', afirmou Ralf, com raiva. Quase na linha de chegada Schumacher tirou sua Ferrari do vácuo da Toyota de Ralf, colocou-a lado a lado e não fosse Ralf mudar a trajetória, teriam batido feio. A próxima etapa do campeonato, a sétima, será domingo, o GP da Europa, em Nurburgring.


