Raikkonen conquista vitória histórica no Japão
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domingo, 09 de outubro de 2005
Fábio Seixas<br> Folhapress 
Suzuka - A frustração por quatro quebras de motor foi apagada. A raiva por três abandonos quando liderava GPs, esquecida. O prefixo ''vice'' sumiu. Ao menos por um dia, daqueles marcantes, inesquecíveis, ontem, em Suzuka, no Japão.
Segundo colocado no Mundial de F-1, Kimi Raikkonen correu o GP do Japão como se quisesse provar que deveria ser ele, e não Fernando Alonso, o campeão.
Largando em 17º, venceu a penúltima etapa, tornando-se o terceiro piloto da categoria a ganhar uma prova saindo tão atrás.
Melhores do que ele, só John Watson em Long Beach-83 e Rubens Barrichello em Hockenheim-00. Eles venceram largando, respectivamente, em 22º e 18º.
De quebra, Raikkonen superou o número de vitórias de seu rival. O triunfo de hoje foi o sétimo no ano, contra seis de Alonso. ''Foi uma das melhores corridas que já fiz. Considerando todos os problemas que nós tivemos aqui, ir embora com uma vitória é sensacional'', declarou o finlandês.
Problemas que começaram sexta, com um motor estourado que lhe tirou dez posições no grid. Que continuaram no treino oficial de sábado, com a chuva apertando no instante em que ele estava na pista. E que persistiram na largada, quando bateu no colega de McLaren, Juan Pablo Montoya. Seu carro, porém, aguentou o tranco. E Raikkonen decidiu agir.
Na primeira volta, ultrapassou Narain Karthikeyan, Christijan Albers e Robert Doornbos e ganhou as posições de Takuma Sato e Barrichello, que escaparam da pista. Completou o giro em 12º.
Na oitava volta, passou Felipe Massa. Na nona, ganhou o posto de Antonio Pizzonia, que abandonou. Na décima, superou Jacques Villeneuve. Na 11, era nono.
Na 14, sua vítima foi Christian Klien. Começou então a primeira janela de pit stops. Raikkonen manteve-se na pista mais do que a maioria dos concorrentes e, nos boxes, bateu Ralf Schumacher, David Coulthard e Alonso. Na 29 volta, já estava em quinto lugar.
Na volta seguinte, ultrapassou Michael Schumacher no fim da reta dos boxes e encostou em Mark Webber, terceiro colocado. Era hora de usar novamente da estratégia. Ele retardou seu derradeiro pit, acelerou quando teve pista livre, reabasteceu e voltou à corrida já na segunda colocação.
À frente, Giancarlo Fisichella, oito voltas e 5s470 de desvantagem. Quando Fisichella abriu a 53 e última volta, tinha Raikkonen ao lado. A 320 km/h os dois quase tocaram rodas. Mas o finlandês, na primeira curva, por fora, superou o italiano. Venceu a prova. Com o prazer de ver Alonso no pódio, em terceiro. E com a certeza de ter reforçado a impressão de que o prefixo ''vice'', nesta temporada, não lhe caiu bem.
Os brasileiros não foram bem no Japão. Felipe Massa, da Sauber, terminou no 10º lugar, uma posição à frente de Rubens Barrichello, da Ferrari. Antônio Pizzonia, da Williams, rodou sozinho e não completou a prova.


