Raí no ataque será a novidade do São Paulo
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sábado, 04 de dezembro de 1999
Por Anderson Couto e Emerson Couto 
São Paulo, 04 (AE) - Apesar de o técnico Paulo César Carpegiani manter o mistério sobre a escalação do São Paulo para o segundo jogo diante do Corinthians, pela semifinal do Campeonato Brasileiro, neste domingo, às 18h30, no Morumbi, a estratégia da equipe já está traçada, à base de muita cautela. Embora os nomes dos jogadores só serão divulgados momentos antes da partida, o treinador quer uma marcação forte na defesa e no meio-de-campo e descidas rápidas pelo setor direito, por onde Anderson e Vágner estarão de volta.
Durante a semana, Carpegiani testou duas formações táticas. A primeira, mais ofensiva, conta com o atacante Jaques, ao lado de Marcelinho. A outra, mais provável, tem a presença de Carlos Miguel como volante e Raí na frente, no lugar de Jaques. França e Márcio Santos, contundidos, e Nem, suspenso, serão os desfalques. "Vou escolher a opção que me dê mais segurança", afirmou o treinador.
Carpegiani, na verdade, pretende fortalecer o sistema defensivo, formado por Wilson e Paulão, um pouco desentrosados. "Nesse jogo, o Corinthians já pode conseguir uma vaga à final e não podemos descuidar", explicou. Para isso, o volante Edmílson terá, além da obrigação de avançar, principalmente nas bolas paradas, a missão de ser um terceiro zagueiro, como se fosse um líbero.
Antes ele estava acostumado a atuar à frente de Jorginho
mas as ausências na defesa obrigaram Carpegiani a mudar seus planos. "No início de minha carreira, quando estava no XV de Jaú, eu jogava nessa posição e me sentia muito bem", lembrou o volante, que chegou ao Morumbi em 1994. Na categoria júnior do São Paulo, tornou-se volante, posteriormente efetivado na equipe principal pelo então técnico Dario Pereyra.
Edmílson é o melhor exemplo de superação no São Paulo. Antes criticado pela torcida e desacreditado pelo próprio Carpegiani, o atleta chegou a ser afastado do grupo, por deficiência técnica. O seu pior momento em meados de agosto, na derrota por 2 a 1 para a Portuguesa, no Canindé. Edmílson jogou mal, foi expulso e não escapou da ira dos fãs são-paulinos.
"Mas consegui dar a volta por cima", destacou o volante, autor de gols nas duas últimas partidas da equipe, contra a Ponte Preta e o Corinthians. Sua participação decisiva garantiu-lhe uma vaga entre os titulares e a confiança do treinador. Agora, ele fala até como um dos líderes da equipe, numa semana em que a maioria dos jogadores driblou a imprensa. "Sabemos que não podemos perder, mas uma defesa organizada é essencial numa decisão."
Edmílson também tem a esperança de que Carpegiani continue no comando do São Paulo no próximo ano, apesar de o treinador praticamente ter admitido que vai deixar o clube no fim de seu contrato, em 31 deste mês. O Flamengo é, possivelmente, o seu novo clube. "Caso o São Paulo seja campeão brasileiro e consiga uma vaga para a Taça Libertadores, a diretoria terá de pagar uma boa grana para ele ficar", disse Edmílson. Ficha Técnica: São Paulo - Rogério; Anderson, Wilson, Paulão e Fábio Aurélio; Edmílson, Jorginho, Vágner e Carlos Miguel (Jaques); Raí e Marcelinho. Técnico Paulo César Carpegiani.


