Raí e Leonardo visitam obras do Projeto Gol de Letra
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terça-feira, 06 de julho de 1999
Por Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 07 (AE) - Discretamente, sem causar alvoroço na região, Raí e Leonardo, ex-companheiros dos tempos do São Paulo e da seleção brasileira, visitaram as obras do Projeto Gol de Letra, criado por eles, que, em São Paulo, vai funcionar na Rua Antonio Simplício, 170, no Tremembé, zona norte.
Eles já investiram R$ 200 mil reais cada um no projeto, cuja principal finalidade é dar educação e esporte a crianças, lazer, cultura e entretenimento à comunidade. Por isso, optaram por uma região carente da cidade. Os dois ficaram emocionados quando conferiram todos os detalhes das novas instalações do colégio da rede de ensino estadual, Maestro Souza Lima, que terá até biblioteca comunitária. São 1,5 mil mÍ de área construída. "É um velho sonho que vira realidade", disse Raí. "Estamos cuidando do futuro de crianças e de uma comunidade carente."
O Projeto Gol de Letra foi idealizado em 1990, quando Raí e Leonardo se conheceram no São Paulo. Há seis anos, eles começaram a construir, no Rio, um centro esportivo numa área de 10 mil mÍ. Já estão prontas quadras de esporte e piscinas. A inauguração será no próximo ano.
Antes, em agosto, os dois pretendem inaugurar em São Paulo a primeira parte do projeto, conhecida como Virando o Jogo, com atividades esportiva e educacional para crianças de 7 a 14 anos. A segunda parte, que será a creche para crianças de 0 a 7 anos, deverá ser inaugura em 2000. Eles sonham com a possibilidade de começar o projeto em São Paulo com cem crianças, que deverá representar um gasto de R$ 250 reais cada uma, principalmente no setor de creche.
Raí e Leonardo contam com a colaboração de profissionais liberais e empresários. "Esse projeto é para durar a vida toda, por isso não temos condições de manter toda a estrutura sozinho", disse Raí. "Vamos precisar da participação de médicos e professores, por exemplo." Os dois disseram que mesmo antes da inauguração do projeto, o Gol de Letra já empregou mão-de-bra.
"Temos uns 20 operários trabalhando nas obras", disse Raí. "Só a vaga para porteiro, havia mais de cem candidatos."


