Raí admite vergonha por jogo na Chechênia
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Agência Estado 
São Paulo - O ex-jogador Raí, campeão mundial em 1994, manifestou publicamente ontem o seu arrependimento por ter disputado um amistoso em Grozny, na Chechênia, no dia 8 de março, usando a camisa da seleção brasileira em um jogo que contou com a presença de outros antigos astros, como Romário, diante de um combinado local. Por meio de uma carta aberta publicada em seu site oficial, o ele admitiu estar ''envergonhado'' por ajudar a promover um evento ''escancaradamente político e populista''.
Raí admitiu que não se informou como deveria sobre o evento, que contou com a participação do presidente checheno Ramzam Kadyrov atuando contra os brasileiros em uma equipe cheia de jogadores amadores. ''Além do presidente, havia outros que nunca tinham sido atletas de futebol. Foi uma pelada de quintal, mas o público parecia vibrante'', relatou o eterno ídolo da torcida do São Paulo.
Na carta que publicou, cujo título é ''Chechênia, o dia em que me traí'', Raí afirmou que foi pego de surpresa, dias antes do amistoso festivo, com a mudança de local do jogo da Rússia para a Chechênia, fato que causou ''estranheza'' a ele. O ex-jogador ainda fez questão de frisar que a sua participação no duelo não teve interesse econômico.


