Rafinha comemora adaptação no Genoa
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domingo, 07 de novembro de 2010
Thiago Mossini<BR>Reportagem Local 
O lateral-direito londrinense, Rafinha, é só alegria. Em apenas três meses ele já está adaptado à Itália e ao futebol italiano e carrega com prazer o peso nas costas de ser considerado a principal contratação do Genoa na última janela de transferências. Para coroar o momento de alegria do ex-coxa-branca, só falta mesmo uma convocação para a nova seleção brasileira.
Rafinha, 25 anos, trocou o Schalke 04, da Alemanha, pelo Genoa em agosto passado. Custou 9 milhões de euros (cerca de R$ 21 milhões na época) ao clube italiano. Abriu mão de disputar mais uma Liga dos Campeões da Europa em busca de reencontrar a felicidade e o bom futebol.
Na Alemanha, vinha convivendo com problemas com seu ex-treinador, o alemão Felix Magath, conhecido como ditador na Bundesliga. O atacante Grafite, em entrevista à FOLHA antes da Copa do Mundo, havia confidenciado que o treinador é um tanto bravo e exigente. Os dois trabalharam juntos no Wolfsburg.
''Aqui está tudo maravilha. No começo, a mudança é complicada, mas depois você se ajeita, é normal. Na Alemanha é mais difícil, mais severo. Aqui, na Itália, é mais parecido com o Brasil, inclusive o contato com o torcedor, com o povo'', disse Rafinha, por telefone, à FOLHA. ''Fui muito bem recebido no Genoa''.
A contratação de Rafinha faz parte de um audacioso projeto genovês para recolocar o time entre os grandes da Itália. A arquirrival Sampdoria conseguiu disputar a fase eliminatória da Liga dos Campeões este ano. Assim, o Genoa não poderia ficar atrás e abriu os cofres para se reforçar. Além do brasileiro, foram contratados o atacante Luca Toni, o volante português Miguel Veloso, o zagueiro/lateral georgiano Kaladze, ex-Milan, e o goleiro da seleção de Portugal, Eduardo.
Entre todos, a chegada de Rafinha foi a mais comemorada. ''Eles me consideram como a contratação de peso e a reponsabilidade é grande. É importante para o jogador chegar a um clube novo com essa aposta'', confessou.
No Genoa, Rafinha trocou a lateral-direita pelo meio-campo. O técnico Gian Piero Gasperini prefere escalar o jogador no meio, próximo ao ataque. ''Já me encaixei. Nosso treinador gosta de me colocar no meio-campo e eu estou me adaptando. Ele me dá muita confiança. Claro que prefiro a lateral, mas ele acredita que tenho facilidade para atuar no meio'', comentou o londrinense.
A preferência de Rafinha pela lateral tem um motivo mais do que claro: a seleção brasileira. Há dois anos sem vestir a camisa amarela, o jogador espera ser lembrado pelo técnico Mano Menezes, que promove uma renovação no time nacional.
Nas quatro convocações já realizadas, Daniel Alves, do Barcelona, foi lembrado e esteve entre os titulares. Rafael, do Manchester United, e Mariano, do Fluminense, foram os outros dois que tiveram oportunidade. ''Sou lateral, não mudei de posição. Tenho a certeza de que se fizer meu papel, vou ter minha chance também'', analisou o jogador. ''A gente fica na expectativa de mudanças, de renovação na seleção com o Mano. Sou novo, tenho 25 anos, já servi a seleção nas categorias de base, já joguei na principal e sei que vou ter minha chance'', disse o medalhista de bronze na Olimpíada de Pequim.


