São Paulo - Uma semana de dois erros crassos colocaram o zagueiro Rafael Toloi como um dos vilões dos recentes tropeços do São Paulo na temporada. A expulsão prematura contra o Palmeiras e o bote errado no jogo contra o San Lorenzo, na última quarta-feira, contribuíram para deixar o time inseguro na temporada e o jogador questionado sobre a sua condição de titular.
No desembarque da equipe em São Paulo, nesta quinta-feira, depois da derrota em Buenos Aires pela Copa Libertadores, Rafael Toloi sentiu o descontentamento do torcedor. Mesmo sem a presença de membros das organizadas, alguns passageiros que estavam no aeroporto provocaram o jogador, que levou um chapéu do centroavante Cauteruccio no lance do gol da vitória do San Lorenzo por 1 a 0.
O zagueiro se esquivava dos gritos de "bote de várzea" e dos pedidos de raça graças aos fones de ouvido, mas deixou de ouvir música para responder aos jornalistas. "Eu estava bem e ganhando todas as jogadas. Infelizmente perdi em um lance individual, eles foram felizes e fizeram o gol", justificou.
Rafael Toloi não admitiu ter falhado no lance, elogiou o atacante adversário e negou viver má fase. "Nunca estive tão bem fisicamente quanto estou agora. Tenho jogado bem. Aconteceu contra o Palmeiras de ter sido expulso no começo. Mas nesse jogo eu vinha fazendo uma boa partida", explicou.
O zagueiro voltou ao São Paulo em julho do ano passado depois de um semestre de empréstimo na Roma. No retorno, chegou como a solução para o setor, mas agora convive com a sequência de erros. Na semana passada, levou o cartão vermelho aos sete minutos de jogo por ter agredido Dudu, do Palmeiras. A expulsão logo cedo complicou o São Paulo, que já perdia por 1 a 0 e ainda levou mais dois gols.

MURICY
Ao contrário do ocorrido depois do clássico, o dia pós-derrota foi tranquilo nesta quinta-feira. O técnico Muricy Ramalho não voltou a colocar o cargo à disposição.
Os dois principais dirigentes responsáveis pelo futebol do clube enalteceram a apresentação da equipe em Buenos Aires e garantiram ter notado uma evolução. "Não estamos em uma situação caótica. Estamos em um desconforto por ter perdido um jogo fora de casa. Só isso", afirmou o presidente do clube, Carlos Miguel Aidar. "O Muricy não vai pedir para sair e vai até o fim do contrato dele. Não chegamos a conversar sobre nada", completou o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro.
O próximo compromisso do time na Libertadores é somente no próximo dia 15 diante do Danubio, em Montevidéu.

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