São Paulo - Os organizadores do Brasil Open do próximo ano estão em negociação para trazer o espanhol Rafael Nadal para disputar o torneio, em São Paulo. O atleta já manifestou o desejo de participar de competições no saibro, piso que seria menos agressivo ao seu joelho esquerdo - o tenista está retornando de grave lesão -, e com isso o torneio, que será realizado no ginásio do Ibirapuera, de 11 a 17 de fevereiro, aparece como forte candidato a receber o astro.
Segundo Luis Felipe Tavares, diretor executivo da Koch Tavares, a intenção é usar o Gillette Federer Tour para atrair ainda mais grandes nomes do tênis mundial. "O Nadal disse que talvez prefira jogar no saibro que em quadra dura. O Federer já sabemos que não poderá vir. De qualquer maneira, esse evento aqui no Ibirapuera vai mostrar a potencialidade de São Paulo. É uma oportunidade para que todos vejam aquilo que estamos preparando", disse.
Nadal poderia também jogar antes em Viña Del Mar, no Chile, em Buenos Aires e depois em São Paulo. Na sequência, participará do ATP 500, em Acapulco, no México, no qual já confirmou presença. Tavares prefere não entrar muito em detalhes e garante que as tratativas serão retomadas após o Federer Tour, que termina neste domingo. "Até segunda-feira vamos curtir isso aqui. Mas pode ter certeza de que após esse torneio as pessoas olharão para o Brasil de outra maneira".
Um dos trunfos é a tentativa de transformar o Brasil Open em ATP 500, ou seja, dobrar a pontuação da competição e com isso as principais estrelas incluiriam São Paulo em seu roteiro de torneios pelo circuito. Isso não vai acontecer tão rapidamente, até porque para o status do torneio brasileiro aumentar, alguma outra etapa terá de ser rebaixada. Mesmo assim, existe a expectativa de confirmar grandes tenistas para a competição em São Paulo. "Estamos sempre em negociação com os principais nomes, 24 horas por dia. Conversamos com os agentes e, com o Brasil Open mais forte, os patrocinadores e os tenistas vão se interessar mais", afirmou Tavares.
O incômodo ainda é em relação aos palcos de competição. O Brasil não possui um espaço de alto nível para tentar receber as grandes competições. Chegou-se até a cogitar entrar na disputa para receber o ATP Finals, que é disputado em Londres. Mas Tavares admite que não tinha como competir. "Aqui no Brasil falta um lugar como a Arena O2. Estamos a anos-luz dos grandes centros. São Paulo não tem uma arena neste nível. Mesmo o Ibirapuera, que é uma belíssima arena e foi modernizada. Talvez quando o Palmeiras concluir as obras em seu estádio teremos um lugar mais adequado".

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