Os praticantes de skate de Londrina, finalmente, tiveram sua principal reivindicação atendida: a construção de uma pista pública para a prática do esporte. De tanto insistirem, os skatistas convenceram a prefeitura da necessidade de se construir um espaço onde eles pudessem andar com segurança. A pista, localizada no Centro Social Urbano (CSU) da Vila Portuguesa (região central), está em fase final de construção. A obra foi iniciada há oito meses e deve ser concluída ainda este mês. Custou R$ 161 mil e tem área total de 2.500 metros quadrados. O coordenador do projeto, Júnior Tofano, da Secretaria de Cultura, disse que a intenção foi fazer um ‘‘skate park’’, com vários obstáculos que atendessem às necessidades de praticantes de todas as idades e de diferentes níveis técnicos. O presidente da Associação de Skate Londrinense (ASKL), Igor Mori, lembra que várias cidades da região, como Ibiporã, Cambé, Rolândia e Arapongas já contavam com uma pista pública de skate. Sem uma pista em Londrina, os skatistas eram obrigados a deixar a cidade para treinar para competições. Mesmo inacabada, a pista já vem sendo utilizada por skatistas profissionais, como Rafael Gomes, que aprovou o percurso. Este mês ele inicia nova turnê, mas desta vez pela Europa. Vai fazer um vídeo e fotos para a sua equipe em cidades da Espanha, Holanda e República Tcheca.

No final da década de 30, os surfistas da Califórnia queriam fazer das pranchas um divertimento também nas ruas, para os dias de pouca onda. Inicialmente, o novo esporte foi chamado de ‘‘sidewalk surf’’. Em 1965, surgiram os primeiros campeonatos, mas o skate só ficou bastante conhecido uma década depois.

A revitalização do espaço inclui também a reforma de quatro campos de futebol, a construção de uma pista de atletismo, de um anfiteatro e do orquidário municipal. A reivindicação inicial dos skatistas era de que a pista fosse construída no Zerão, local mais utilizado pelos praticantes.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

mockup