O Brasil enfrenta a Escócia nesta quarta-feira (24), às 19 horas, pela terceira rodada do grupo C da Copa do Mundo. Os escoceses ainda lutam por uma vaga após vitória contra o Haiti na primeira rodada e derrota para Marrocos na sequência. A seleção ainda chega com esperanças de uma inédita classificação para a fase de mata mata da competição.

Steven Smith, escocês, 46, e mora em Curitiba há 15 anos, descreve a sensação de ver seu país na competição depois de 28 anos - a última participação foi na Copa de 1998 na França. "Eu tinha 18 anos da última vez que a Escócia esteve na Copa do Mundo, e parece inacreditável que faz tanto tempo. Então, é simplesmente maravilhoso ver meu país na Copa do Mundo de novo."

A classificação da Escócia veio após uma vitória dramática nos acréscimos contra a Dinamarca por 4 a 2 nas eliminatórias europeias. Steven relembra a emoção que sentiu assistindo ao jogo. "Eu estava assistindo enquanto minha filha fazia na aula de natação. Então, eu estava lá gritando para o celular. Foi intenso e fiquei muito feliz quando eles ganharam. Foi um jogo incrível."

A festa da Escócia nos EUA

Parte importante do que torna a Copa do Mundo especial é a união de torcidas do mundo inteiro, felizes e em festa, comemorando o simples fato de estarem disputando um campeonato como esse.

E, na disputa entre as torcidas mais cativantes dessa Copa do Mundo, os escoceses com certeza disputam o título. Com o apelido de "Exército Tartã", a torcida escocesa tomou conta de Boston e, após acabar com a cerveja da cidade, os torcedores chegaram a Miami para o jogo contra o Brasil, sempre felizes e festejando, agora junto com os brasileiros.

Steven falou sobre o passado do Exército Tartã e as importantes mudanças ao longo do tempo. " O nome surgiu em meados dos anos 70, e eles não tinham uma boa reputação na época. Mas durante os anos 80 e 90, eles mudaram completamente e melhoraram muito. O apoio continua, o Exército Tartã está lá pela experiência, para curtir o momento, e não importa o resultado, vai ter festa."

Smith ainda está indeciso sobre onde irá assistir ao jogo, assistiu aos jogos da Escócia em um bar na capital, e os jogos do Brasil em eventos públicos nas ruas de Curitiba. "Ainda estou tentando decidir, talvez, eu vá para um bar ou para uma festa de rua, depende do tempo."

O escocês também falou sobre a sua torcida para a Copa do Mundo. "Provavelmente, seremos eliminados, e depois da eliminação da Escócia, vamos torcer para o Brasil", garantiu.

O escocês também falou sobre a relação da sua família com o Brasil, e o carinho que nutriram pelo país após visitas. "Eles (família) são torcedores ferrenhos da Escócia, mas serão como eu, torcendo para o Brasil depois."

* Sob supervisão de Claudemir Scalone (editor de Esporte)

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