São Paulo, 24 (AE) - O técnico Radamés Lattari Filho vai aproveitar as duas próximas semanas para fazer as últimas observações na Superliga Masculina de Vôlei antes de anunciar, no dia 11, em São Paulo, a convocação dos 18 jogadores que vão defender a seleção brasileira na Liga Mundial e nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg.
O treinador já perdeu a conta de quantos jogos já assistiu da competição. "Estou viajando muito e fui inúmeras vezes, por exemplo, para Bento Gonçalves, Blumenau e Três Corações", lembra Radamés, há pouco mais de dois anos no cargo. "O trabalho feito nestas equipes me deixa muito feliz porque estão dando oportunidade para os jogadores mais jovens de atuar na Superliga." Apesar de ver vários atletas novos de potencial, Radamés não pretende ter muitas novidades na seleção.
A base do grupo será a mesma do ano passado, que ficou em quarto lugar no Campeonato Mundial do Japão. "A nossa seleção é jovem e acho importante pôr a moçada para jogar", comenta. "O pessoal precisa ganhar a experiência que faltou no Campeonato Mundial." Ninguém está vetado na sua lista. Até mesmo o atacante Marcelo Negrão, que pediu dispensa do grupo em 1997 tem possibilidades de ser inscrito.
"Quero contar com os melhores", diz. "Quem estiver bem será chamado." Radamés pretende revezar os 18 atletas a serem convocados nos jogos da Liga Mundial. O Brasil vai enfrentar na primeira fase da competição as seleções da Holanda, atual campeã olímpica, Espanha e Canadá. Do grupo, o treinador tirará 12 a serem inscritos no Pan-Americano.
Radamés pretende fazer nova convocação no segundo semestre, quando terá outros torneios importantes: o Sul-Americano, a Copa América e a Copa dos Campeões, a primeira competição pré-olímpica da modalidade. "Todo o trabalho que está sendo feito desde que assumi o cargo visa a Olimpíada de Sydney", lembra o treinador. "Nosso grande objetivo é ganhar uma medalha no ano que vem."
DIETA - Para o treinador, o grupo do Brasil na Liga Mundial é o mais difíceis. Ele lembra, por exemplo, que a Holanda tem tradição e estará mais forte este ano, já pensando no bicampeonato olímpico. "Vamos enfrentar adversários fortes, que vão exigir muito", afirma Radamés, que perdeu 30 quilos nos últimos meses graças a uma dieta rigorosa e muita caminhada. "A Holanda deve vir com tudo, assim como a Espanha, que cresceu bastante nos últimos anos." Além de observar jogadores, Radamés tem aproveitado as viagens para conversar com os treinadores. "Assim como o Wanderley Luxemburgo tem feito no futebol, tenho tentado unir os técnicos de vôlei", diz. "Temos de acabar com nossas diferenças."

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