Buenos Aires - As lideranças do Quilmes afirmam que o time argentino está sendo alvo de uma campanha realizada pelo setor esportivo brasileiro, que o pretende utilizar como ''bode expiatório'' para demonstrar, perante os times europeus, de que o Brasil também está lutando contra a discriminação racial nos estádios. Segundo José Luis Meiszner, integrante da diretoria desse pequeno time de um empobrecido município da Grande Buenos Aires, os representantes do São Paulo ''estão magnificando as coisas''.
Meiszner sustentou que a diretoria do Quilmes ''compartilha o repúdio à discriminação racial''. No entanto, admitiu que ''um jogo quente leva à discussões'' no campo. Além disso, afirmou que é impossível, nas gravações do jogo realizado na quarta-feira à noite no Morumbi, ler nos lábios do jogador Leandro Desábato alguma frase racista.
Jornais A imprensa argentina publicou com destaque a prisão de Desábato. Enquanto Clarín e La Nación deram um tratamento isento, o jornal esportivo Olé responsabilizou o brasileiro Grafite por ter provocado os insultos, como informa a agência Ansa.
Na sua edição on-line da madrugada, Olé chama Grafite de ''El Negro'' e publica na foto o atacante batendo em Desábato. O Olé também critica o brasileiro por ter provocado os rivais durante todo o jogo e ter insistido no tema de racismo. Já em sua edição on-line matutina, o veículo publica um título mais neutro sobre o caso: ''Desábato foi preso por racismo''. (Agência Estado)

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