Paris - Para ser piloto de Fórmula 1, não basta ser arrojado e habilidoso com o volante nas mãos, na formação do 'team', as equipes levam em conta também aspectos comerciais e nacionais. A chegada da Red Bull à Fórmula 1 é um grande exemplo. O fabricante austríaco de bebidas energéticas socorreu duas equipes com problemas financeiros Jaguar e Minardi e pôs o austríaco Christian Klien em sua equipe principal, a Red Bull (ex-Jaguar). Em relação à Minardi, agora Toro Rosso (Red Bull em italiano), contratou o italiano Vitantonio Liuzzi e o americano Scott Speed.
Interesses econômicos, portanto, se misturam às preferências nacionais. Outro exemplo é o indiano Narain Karthikeyan, que, apoiado por um consórcio de seu país, chegou à Jordan-Midland no ano passado, apesar de seu fraco currículo.
Esses elementos nacionais e comerciais conjugados permitiram também que a Renault incrementasse suas vendas na Espanha graças às vitórias de Fernando Alonso. Já o início de Michael Schumacher no ''circo da F1'' foi acompanhado de perto e até financiado pelo grupo Mercedes. O começo do brasileiro Rubens Barrichello na Ferrari recebeu força das filiais sul-americanas da Marlboro.
Nico Rosberg, filho do ilustre Keke, campeão mundial de 1982, é um bom piloto, vencedor da GP2-2005, mas teria sido mais difícil para ele chegar na F1 caso se chamasse José Pérez. Como seu nome atrairá empresas, foi acolhido pelos patrocinadores da Williams com os braços abertos.
Para o orçamento de cada equipe, que no ano passado oscilou entre 40 e mais de 400 milhões de euros, um piloto patrocinado que aporta cinco ou seis milhões (de euros) é importante. Ainda que isso não garanta aos pilotos estar na corrida, mas pelo menos ser um piloto de teste.
A temporada 2006 do Mundial de Fórmula 1 será aberta no próximo domingo, com o Grande Prêmio do Bahrein.

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