Londres - A derrota para a Espanha, nas quartas de final do Mundial Feminino de Handebol, que foi realizado em dezembro, no Brasil, ainda dói para as meninas da seleção. O resultado tirou da equipe a chance de disputar a semifinal após uma ótima campanha na fase inicial. Mas o técnico Morten Soubak soube usar isso como aprendizado e não pensa em mudar uma característica latina das jogadoras: a emoção. Ele próprio, nascido na Dinamarca, garante que já ficou ''meio brasileiro'' e acha que isso pode ser importante para encarar a ''frieza'' das europeias e asiáticas na Olimpíada.
''Sobre lado emocional, esse é um fator brasileiro que eu considero positivo. Em vez de falar 'Ah, é brasileiro, é o emocional que pesou', eu não digo isso. Eu quero levar isso pelo lado positivo e definir que vamos ganhar. E ninguém vai falar que foi o emocional, que foi brasileiro. Mesmo que eu esteja virando brasileiro. Quero levar isso como lado positivo e como arma contra as outras seleções. Quero que nosso time tenha mais fome, querendo sempre mais'', disse Soubak.
Desde o Mundial, a seleção feminina vem tendo um crescimento impressionante na modalidade. Na fase de preparação olímpica, o Brasil disputou 15 amistosos, sendo que conquistou 13 vitórias e dois empates, ambos contra a Noruega, maior potência da atualidade e atual campeã mundial.
O bom desempenho e a preparação forte que o Brasil fez está dando o direito de as meninas sonharem com a medalha olímpica. Para a capitã Dara, seria o fruto de um trabalho bem feito. ''Claro que eu penso nisso. Vamos decidir no detalhe e seria besteira falar que não pensamos na medalha. Vamos brigar com todas as forças'', avisou. (Paulo Favero/A.E.)

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