''O Coritiba será grande em campo novamente, vou resgatar sua dignidade, sua força para fazê-lo novamente um time de ponta. Queremos já ganhar o Paranaense, a Copa do Brasil e disputar as primeiras posições no futebol brasileiro''. Com esse discurso, proferido ainda no calor da vitória de apenas um voto de diferença na eleição para presidente do clube no início de 2008, Jair Cirino dos Santos assumia o Coritiba.
O Coxa ganhou o Paranaense, ficou no meio do caminho na Copa do Brasil e chegou a disputar as primeiras posições no Brasileirão. As promessas de Cirino viraram profecia. Às vésperas de completar um ano à frente do clube, o homem forte do Coritiba faz um balanço de sua administração. E indica que o ano - que se encerrou com o lançamento do projeto de construção do novo Couto Pereira, sonho dos coxas-brancas - só não foi perfeito porque o clube não alcançou uma vaga na Libertadores. Mas, promete, alcançará em 2009.
FOLHA - Como o senhor avalia esse primeiro ano à frente do Coritiba?
Cirino - Assumimos o Coritiba com um projeto para 12 anos. Até como promessa de campanha do primeiro ano, tivemos duas metas a atingir, que era a recuperação da imagem e também de ampliar o patrimônio. Depois de dois anos de segunda divisão, a imagem fica arranhada e digamos que alcançamos a meta principal, que era recuperar essa imagem do clube como um dos grandes do futebol nacional. O ano de 2008 foi altamente positivo, recuperamos a hegemonia do futebol paranaense, que é muito importante para toda torcida e para todos nós.
A atual gestão assumiu o clube com uma dívida aproximada de R$ 20 milhões. E agora, como está a situação financeira?
As dívidas são bem menores que quando nós assumimos. Apesar dos passivos, o clube investiu na compra de jogadores, como o Carlinhos Paraíba, Ariel Nahuelpan, renovamos contratos como os dos goleiros Vanderlei e Édson Bastos. Mantivemos o Keirrison no começo do ano, não vendemos o Marlos. Essa é a nossa filosofia, não só revelar como também manter nossos jogadores o maior tempo possível no clube.
2009 será especial para o Coritiba, as comemorações já começaram pelo centenário. Mas os exemplos do Flamengo e do Atlético-MG, que não conquistaram nada quando completaram 100 anos, não pode exercer uma pressão sobre o time e a diretoria, caso o Coxa não ganhe títulos no ano que vem?
Temos uma intensa programação para o centenário, como já tivemos a festa de lançamento com toda a imprensa, é importante demonstrar a grandeza do Coritiba. Mas queremos comemorar o centenário com menos festa fora de campo e ter mais conquistas dentro do campo. O ideal será as duas coisas.

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