Quatro quenianos treinados pelo técnico londrinense Moacir Marconi, o Coquinho, estão entre os favoritos ao título da 84edição da Corrida de São Silvestre, que será disputada no próximo domingo, a partir das 17 horas, nas ruas de São Paulo.
A prova, que deverá ter mais de 15 mil participantes, não terá este ano nomes famosos, como os quenianos Robert Cheruyote e Elijah Yator, o etíope Tesfaye Jifar ou os brasileiros Marilson Gomes dos Santos, vencedor da Maratona de Nova York, e Vanderlei Cordeiro de Lima, medalha de bronze na Olimpíada de Atenas. Também não terá o privilégio de receber o queniano Paul Tergat, pentacampeão e recordista da prova, que no momento está se dedicando somente às maratonas internacionais, desde que venceu a de Nova York, em 2005.
''Não teremos este ano os atletas mais conhecidos porque a organização da prova mudou e decidiu não pagar mais cachê nem passagem aérea para nenhum corredor famoso'', explicou Coquinho, que há anos treina atletas quenianos no município de Nova Santa Bárbara (70 km ao sul de Cornélio Procópio). Os estrangeiros que passam temporadas de seis a oito meses com Coquinho têm ganho várias provas importantes no Brasil e são presença sempre certa na São Silvestre.
''No ano passado levei nove atletas, mas agora serão só quatro ou cinco. Três estão aqui (Nova Santa Bárbara), uma chegará direto em São Paulo e estou dependendo de visto de outra que ainda está no Quênia'', informou o treinador. Os três que brigarão pelo títutlo no masculino são Mathew Cheboi, Kenneth Kosgei e Cosmers Kemboi, todos atletas patrocinados pela Fila.
Na última prova que disputaram, a Meia-Maratona do Cerrado, em Uberlândia (MG), dia 10 de dezembro, Kosgei chegou em 1º e Cosmers em 2º. Cheboi, o mais experiente dos três, foi vice-campeão da Volta da Pampulha em 2005 e 6º na última São Silvestre. A queniana que se juntará ao grupo amanhã é Jane Jeruto Kibii.
Além do não pagamento de cachê aos ''medalhões'' a organização da prova reduziu um pouco a premiação para os vencedores (serão R$ 18 mil no masculino e no feminino), e os campeões não ganharão mais um carro cada um, como ocorria até 2004.
Coquinho prevê que sem famosos na prova, a briga ficará mais acirrada que nos anos anteriores. ''Acho que deveremos ter um pelotão de frente maior, com uns oito atletas juntos até os últimos dois quilômetros, quando se definem os vão para o sprint final. Teremos mais atletas com chances de ganhar'', acredita o técnico dos quenianos. Entre os brasileiros, ele aponta como favoritos o mineiro Frank Caldeira e o paulista Paulo Alves dos Santos.
O Paraná não deverá ter atletas entre os primeiros, já que o maringaense Elenílson da Silva (prata no Pan-Americano de Winnipeg-99) não está em boa fase e o medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro, de Cruzeiro do Oeste, não correrá.

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