Quenianos defendem um tabu
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2004
Folhapress 
Após ficarem fora das duas primeiras posições na São Silvestre-2003, os fundistas quenianos tentam retomar a hegemonia na edição deste ano da prova paulistana, que acontece hoje.
O país africano também defende um tabu na disputa masculina. Desde 1992, quando Simon Chemwoyo deu ao Quênia sua primeira vitória em São Paulo, nunca os quenianos ficaram dois anos sem vencer a São Silvestre. Foram oito vitórias nas últimas 12 edições da corrida.
Além de 2003, quando o brasileiro Marílson Gomes dos Santos triunfou, o Quênia não esteve no alto do pódio em 1994 (Ronaldo da Costa), 1997 (Émerson Iser Bem) e 2001 (o etíope Tesfaye Jifar).
Um dos favoritos do país africano na edição deste ano é Robert Cheruiyot, campeão em 2002. ''Meu objetivo é voltar a vencer a São Silvestre. Vou fazer o melhor para que isso aconteça'', disse Cheruiyot.
Outro destaque do Quênia é John Gwako, que disputa a corrida paulistana pela terceira vez e tenta a primeira vitória em São Paulo. ''Meu sonho é conquistar essa vitória inédita'', destacou o fundista africano.
Ontem, os fundistas quenianos, que irão participar da prova, visitaram a Casa Hope, instituição que oferece tratamento a crianças carentes com câncer.
Na prova feminina, o Quênia não tem o mesmo retrospecto são quatro vitórias desde 1992 , mas levou o título em 2003, com Margaret Okayo, que neste ano não defenderá o troféu nas ruas paulistanas.
A estrela queniana é Lydia Cheromei, bicampeã em 1999 e 2000. ''Já tive a oportunidade de vencer a São Silvestre duas vezes, conheço o percurso e espero utilizar esse aspecto a meu favor'', disse Cheromey.


