O nome normalmente varia e muitas vezes o lugar mais alto do pódio é ocupado por um atleta absolutamente desconhecido do público. Mas o país do corredor campeão todo mundo sempre sabe: Quênia. Os fundistas quenianos confirmaram, ontem a tradição do país nas provas de longa distância na VII Maratona de São Paulo. Os três primeiros lugares do pódio, após o percurso de 42 quilômetrros e 195 metros, foram dos quenianos: Stephen Rugut ganhou e estabeleceu novo recorde da prova com 2h14min30s, seguido por Erick Kimayo (2h14min31s) e William Musyoki (2h15min05s).
A prova distribuiu R$ 170 mil em prêmios, sendo R$ 27 mil para os campeões nas categorias masculino e feminino.
O melhor brasileiro na corrida foi o quarto colocado, o ex-jogador de futebol paranaense Rômulo Wagner da Silva (2h15min11s), da equipe do Cruzeiro, de Minas Gerais, premiado com um carro zero quilômetro. O baiano Manoel de Jesus Teixeira foi o quinto a subir no pódio (2h17min51s).
Entre as mulheres, com compensação, as cinco primeiras foram brasileiras, com vitória de Marizete de Paula Rezende, que nos últimos quilômetros correu acompanhada do marido Diamantino Silveira, que não concluiu a prova masculina.
O grande vencedor, Stephen Rugut, de 25 anos, 55 quilos e ‘‘1 metro e 50 e poucos’’, como definiu sem saber exatamente a sua estatura, é um agricultor em Eldoret, cidade a 300 quilômetros de Nairobi.

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