Quem vai substituir Michael Schumacher?
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sábado, 06 de outubro de 2001
Alberto Macedo 
Uma pergunta que já começa a ser feita: quem será o destaque da Fórmula 1 após a aposentadoria de Michael Schumacher? Este ano o piloto alemão completou dez anos na categoria e, com quatro títulos conquistados - 94 e 95 pela Benetton, 2000 e 2001 na Ferrari - reina absoluto como o melhor piloto da F-1. Isso, contando os títulos de Damon Hill, em 96, de Jacques Villeneuve, em 97, ambos na Williams, e o bi de Mika Hakkinen, em 98 e 99, na McLaren.
Até a morte de Ayrton Senna no circuito de Ímola, em 1º de maio de 94, a Fórmula 1 tinha então no brasileiro a maior figura, apesar de ele ter competido com pilotos do naipe de Nelson Piquet, Alain Prost e Nigel Mansell. No ano de sua morte, quando foi para a Williams, o alemão já despontava na Benetton e neste mesmo ano consquistaria seu primeiro título e iniciaria a 'Era Schumacher'.
De lá para cá o alemão foi absoluto. Se outros pilotos ganharam títulos, boa parte foi devido ao carro que tinha em mãos. Ou não foi em 96 e 97 que a Williams tinha um 'canhão' na pista, tanto que Damon Hill ficou com o título de 96 e Villeneuve com o de 97. Apesar de não ter um equipamento à altura, Schumacher já era melhor que todos. A Ferrari, que vinha de um título no distante ano de 79 não era adversário à altura. O mesmo se repetiu em 98 e 99.
Agora, com quatro títulos e com vários recordes na Fórmula 1, já se pensa em quem irá substituir Schumacher quando ele parar. Alguns apostam em seu irmão Ralf. Os latinos dizem que é a vez de Juan Pablo Montoya. A mais nova sensação é o finlandês Kimi Raikkonen, que vai substituir Mika Hakkinen na McLKaren em 2002.
Especulação é o que não vai faltar. E aí vem a tradicional pergunta. E os brasileiros? Bem. Se formos analisar friamente, a vontade era ver um Hélio Castro Neves ou Cristiano da Matta em um time de ponta na F-1. Em relação aos novatos, a pedra da vez parece ser o paulista Felipe Massa, que vem agrandando, e muito, nos testes com a Sauber.
As apostas estão em aberto.
- Faltando quatro etapas para o término da Fórmula Indy, quatro pilotos lutam pelo título: o sueco Kenny Brack (147 pontos), os brasileiros Gil de Ferran (141) e Hélio Castro Neves (123) e o norte-americano Michael Andretti (125). Das três provas restantes, três serão em circuitos mistos, onde Brack não se dá bem, e apenas um oval. Isso quer dizer que Ferran e Helinho, pilotos da Penske, têm tudo para fazerem uma dobradinha. Mas é bom tomar cuidado com o experiente Andretti, que vem comendo pelas beiradas.


