Quem é o melhor da década?
Navegando pelo Lance-Net, o repórter Marcos Freitas lança a pergunta: Quem foi o melhor jogador da década de 90? O nome de Romário surgiu depois de alguma reflexão. Se tivesse que responder de novo repetiria a opinião, mas toda reflexão é válida se pensarmos no futebol de hoje e no futebol do passado.
Se pegarmos os anos 60, quando o profissionalismo dos atletas ficou mais evidente, teríamos Pelé disparado como melhor jogador do Brasil e do mundo e ele entraria com esta glória na década de 70. Garrincha, Gerson, Rivelino, Tostão, todos eles eram gênios. Nesta mesma época, no Paraná, tínhamos Zé Roberto, Nilson Borges e os paranaenses Sicupira e Kruger, que aprenderam a jogar bola driblando pinheiros.
Depois de Pelé, quem teria sido o grande craque mundial do final dos 70 e na década de 80? Zico é o nome que aparece para nós, brasileiros, como o grande craque, secundado por Junior, Sócrates e Falcão. No futebol do mundo teríamos o mesmo Zico e ainda Cruyff, que revolucionou o futebol internacional com a laranja mecânica holandesa; o alemão Beckenbauer mestre entre todos os líberos. No Paraná, formou-se aqui o Casal 20, Washington e Assis, que depois brilhou no Fluminense; tinha também Dirceu, o ponta que vestiu por mais vezes a camisa amarela da seleção em copas do mundo.
No final dos 80 e começo dos anos 90, o futebol mundial foi surpreendido com Diego Maradona, que cansou de chamar os adversários para um tango, driblando todos com sua milonga deslizante. Não fosse atacado pela doença das drogas, teria vida esportiva mais longa e compartilharíamos com ele maiores alegrias. Não havia quem se comparasse com ele, mas mal chegou à Copa de 94 e ali foi barrado.
Nessa mesma Copa, nos Estados Unidos, brilhou então a estrela de outro baixinho, o Parseiro Romário, que começou no Olaria, foi ao Vasco, à Holanda e Espanha. Dono de um futebol irresistível, que tem o gol como finalidade e não como detalhe. Que fez Parreira e Zagallo engoli-lo. Foi decisivo para a conquista do tetra, da mesma maneira que sua ausência foi decisiva para a derrota na França. Mesmo assim, Romário está longe de ser uma unanimidade, como foram Pelé, Zico, Cruyff, Beckenbauer, Maradona.
Em uma entrevista para Armando Nogueira, quando recebeu a pergunta sobre quem seria, na opinião dele, o melhor jogador do mundo atual, Romário tocou de primeira e devolveu a pergunta para Armando. O cronista não titubeou e tascou: você!. O artilheiro então deu aquela risadinha safada e falou: E eu concordo com você.
E se tentássemos descobrir quem foi o grande jogador de futebol do Paraná nos anos 90, em quem você votaria? Seria Paulo Rink, garoto atleticano que foi vendido ao futebol alemão? Seria Alex, garoto coritibano vendido ao Palmeiras? Ou seria Elber, garoto londrinense que agora faz gol em campos alemães? Cartas (Rua Mauá, 1133 - Curitiba/PR - CEP 80030-200), fax (041-253-3692) e e-mail ([email protected]) para a coluna.
Graciosa
O tradicional Graciosa Country Club, de Curitiba, fez ontem uma grande festa para a inauguração do novo centro poliesportivo. As belas apresentações de GRD e ginástica olímpica deram o tom desta contemporânea visão do esporte - primeiro de entretenimento aos sócios e depois, possivelmente, de competição - adotada pelo diretor Juca Barros.





