O piloto londrinense Marcelo Quelho já traça planos para o próximo Rali Paris-Dakar. O frio, a chuva e as dificuldades impostas pelo deserto do Saara parecem não ter assustado o piloto, que promete voltar no próximo ano. Mesmo com uma costela quebrada, a clavícula fraturada e com escoriações no pulmão, Quelho fala com entusiasmo de sua primeira participação naquele que é considerado o rali mais perigoso do mundo. ‘‘No próximo ano estarei na prova’’, garantiu ontem, na sede da equipe CDI/Competições, em Londrina.
O trecho inicial de 450 quilômetros, saindo de Arras, ainda em território francês, causou grandes transtornos ao piloto, que competia na categoria motos até 400cc. ‘‘Foram quase dez horas, durante a madrugada, de muita chuva e frio. A temperatura, com certeza, girava em torno de três a cinco graus negativos. A combinação chuva e frio é muito pior do que o calor do deserto’’, compara. ‘‘Quase bati na parede de um túnel em Paris’’, lembra.
Já em território marroquino, adentrando uma pequena parte do perigoso deserto do Saara, Quelho sofreu o acidente que o tirou da prova. ‘‘Quando eu estava participando de uma especial (etapa) mais longa, com 338 quilômetros, aconteceu o acidente. No km 260, eu fui alcançado pelos carros ponteiros que começaram a buzinar, eu saí para dar passagem quando levantou uma cortina de poeira que me tirou da pista e me fez cair em um monte de pedras’’, explica.
O piloto informou ontem que a intenção da CDI/Competições é montar uma equipe, a exemplo da BR/Lubrax, para competir nas três categorias, carro, moto e caminhão. ‘‘ E vou passar pelas três’’, sonha.

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