Queiroz revê posição e vai com força máxima
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Almir Leite<br> Agência Estado 
Durban - A goleada sobre a Coreia do Norte foi sensacional, mas aqueles 7 a 0 são coisa do passado. Hoje, o adversário é de alto nível e a realidade é outra. É preciso tomar cuidados defensivos, fazer um jogo inteligente e tratar de garantir a classificação às oitavas de final. É assim que Portugal se preparou, dentro e fora de campo, para a partida contra o Brasil, no estádio Moses Mabhida, em Durban.
Portugal tem 4 pontos no Grupo G, sete gols de saldo e está virtualmente garantido. Só perde a vaga com derrota expressiva e se a Costa do Marfim impor outra goleada acachapante à Coreia do Norte. Mesmo assim, o técnico Carlos Queiroz prefere não demonstrar confiança excessiva e ontem falou repetidas vezes da necessidade de primeiro garantir a vaga e depois pensar em vencer a partida.
Para isso, ele deu a entender que reviu a disposição inicial de poupar alguns jogadores, entre eles a estrela Cristiano Ronaldo - está pendurado com um cartão amarelo. ''Vou fazer algumas alterações porque o Brasil não é a Coreia do Norte'', disse. ''Mas elas levarão em conta apenas os critérios técnicos e não os cartões''. Um empate dá a vaga aos portugueses. É isso que eles tentarão prioritariamente, uma vez que não é possível fazer plano para evitar a Espanha na próxima fase - os espanhóis só entram em campo depois.
Queiroz reluta em admitir, mas acaba concordando que um ponto é tudo o que ele quer. ''Quem joga para empatar, perde. Mas não há dúvida que não se pode desprezar um resultado igual contra uma seleção como a do Brasil''.
O treinador pode escalar Miguel na lateral direita, pois Paulo Ferreira é um jogador mais ofensivo. No meio de campo, Tiago vai ter funções mais de segundo volante e Simão deverá atuar com quarto homem. Dessa maneira, o técnico acredita poder neutralizar os brasileiros. ''O contra-ataque do Brasil é mortal''.
Equilíbrio
Os 6 a 2 que Portugal levou da seleção de Dunga em amistoso em novembro de 2008 não podem ser levados em consideração, segundo Queiroz. ''Naquela época, o trabalho estava começando. A equipe teve continuidade depois daquilo, adquiriu entrosamento, consistência e confiança''. Aquela foi a última derrota portuguesa. Desde então, são 18 jogos invictos, com 13 vitórias. Carlos Queiroz pode igualar o recorde de partidas sem perder no comando da seleção lusitana, que pertence ao brasileiro Luiz Felipe Scolari. ''Estatísticas não entram em campo, mas servem para dar confiança. E confiamos que é possível bater o Brasil. Para isso, temos de atacar bem e defender bem. E vice versa'', afirmou o treinador.


