O Paraná Clube foi, entre os paranaenses deste Campeonato Brasileiro, o que primeiro conquistou uma vitória. Mas, ao contrário do Atlético e do Coritiba, nunca deixou os torcedores e os cronistas esportivos muito animados com seu desempenho. Ainda reflexo da péssima apresentação no Paranaense.
No meio do Brasileirão, a diretoria lançou mão de um dinheiro que entrava e reforçou o time com os atacantes Arinelson e Fernando Diniz. A equipe melhorou razoavelmente e chegou a vencer o clássico com o Atlético. Quando crescia na competição, veio uma rasteira extracampo, com a divulgação que dois atletas haviam sido pegos no exame antidoping.
Uma notícia dessas abala o ambiente do clube. Não foi diferente com o Paraná. Por azar, ainda tinha no meio do caminho um Coritiba, que vem se destacando como o time mais estável do Estado. O tricolor jogou um bom clássico e só perdeu por causa de mais algumas das incontáveis falhas de sua frágil defesa - tomou 29 gols, 13 a mais que o Coritiba e dez a mais que o Atlético. Perdeu mais que um jogo, pois o técnico Otacílio Gonçalves pediu o boné e tirou o time de campo sem que a diretoria fizesse muito para mantê-lo no cargo.
Chega Marcio Araújo para comandar o time e no primeiro treinamento perde o zagueiro Ageu, com traumatismo craniano. A absolvição dos atletas julgados por doping pode melhorar o ambiente no clube. Se a punição for confirmada, só mesmo se a sorte voltar e transformar-se numa vitória amanhã sobre o São Paulo, para tirar o Paraná desta enrascada. Caso contrário, terá que brigar novamente pelo título de campeão brasileiro da segunda divisão, conquista obtida pelo clube em 1992.

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