QUEDA LIVRE
VISÃO DE JOGO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
MAURÍCIO OLIVEIRA<br>[email protected] 

O Corinthians contava com quase 20 mil torcedores no estádio, comovidos e agradecidos a Tite pelos cinco títulos nos últimos três anos. O Vasco tinha ansiedade . muita ansiedade . pela presença constante na zona de rebaixamento e pela iminente segunda queda nos últimos cinco anos, como disse Marlone, no intervalo do jogo.
O Corinthians 0 x 0 Vasco, de ontem, no Pacaembu, foi assim, de muita emoção e pouco futebol.
Ao Timão, faltou alguém que compartilhasse o repertório de dribles, tabelas e chutes de longa distância de Renato Augusto - todos para fora, lamentavelmente. Foi o meia, improvisado como centroavante, a ilha de imaginação no mar de mesmice do Corinthians. Apesar dos 61% de posse de bola, o time de Tite não conseguia entrar na área vascaína, protegida por três zagueiros, dois laterais e o trio Guiñazú-Abuda-Wendel, bem postado.
O problema que Adilson Batista não conseguiu resolver foi a tal da ansiedade citada por Marlone.
- Tem de ter mais controle, mais paciência, para conseguir chegar perto do gol deles com qualidade. Tem a ansiedade, fica difícil - disse o meia-atacante, substituído por Thales já no início da segunda etapa.
Com o 0 a 0 se arrastando (o nono do Corinthians no Brasileirão), não demorou para a raiva dos corintianos substituir a comoção do início. Também pudera. Os dois times somaram 98 (!!!) passes errados (53 a 45). No Maracanã, o também ansioso Fluminense venceu o time reserva do São Paulo por 2 a 1, com total de 78 passes errados (40 a 38) no jogo.
Sem criatividade para organizar jogadas, Corinthians e Vasco apelaram para os cruzamentos. Foram 21 dos paulistas e 16 dos cariocas mas só três certos (um e dois), claro...
Com o empate, o Timão foi a 49 pontos e acabou com o sonho da vaga milagrosa para a Libertadores. Enquanto o Vasco soma agora 38 e, com a vitória do Fluminense, ficou ainda mais perto da Série B de 2014.






