São Paulo - Um queda durante um treino em Cottbus abreviou a carreira do ginasta alemão Ronny Ziesmer. Durante a execução de um duplo mortal nos exercícios de solo, na última segunda-feira, o atleta caiu de mau jeito e quebrou o pescoço. Levado às pressas a um hospital especializado em traumas em Berlim, os médicos constataram que o atleta teve quebrada uma vértebra perto do pescoço.
Ontem, Stephan Becker, médico-chefe do hospital, divulgou que Ziesmer foi submetido a uma cirurgia, mas que dificilmente voltará a andar os braços e as pernas do ginasta perderam movimento depois da queda. ''Partimos do princípio de que a paralisia vai continuar'', afirmou.
Segundo Andreas Schaffartzik, chefe do hospital, a espinha dorsal do atleta, que mede 1,72 m, sofreu lesões irreversíveis.
Campeão alemão de ginástica artística, Ziesmer treinava para competir em Atenas. Ele começou no esporte em 1986, participou de seu primeiro evento internacional há cerca de dois anos e conquistou a vaga olímpica no Mundial de Anaheim-03, quando seu país obteve a 12 colocação por equipes no individual geral, Ziesmer ficou em 49º lugar, quatro postos atrás de Mosiah Rodrigues, que representará o Brasil no torneio olímpico.
Em 2002, outro ginasta alemão, Johannes Hablik, também ficou paralítico após sofrer acidente parecido. ''Temos poucas lesões quando comparamos a ginástica com outros esportes, mas, se ocorrem, elas são mais sérias'', afirmou Rainer Brechtken, presidente da federação alemã.
É no solo que o Brasil deposita suas esperanças de obter uma inédita medalha olímpica na ginástica, com Daiane dos Santos. Ela é favorita por realizar o duplo twist esticado, movimento que recebeu classificação Super E da federação internacional por ser considerado de difícil execução.
A ginasta brasileira segue treinando no Centro de Ginástica Artística, em Curitiba.

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