A inesperada alta do dólar frente o real - em torno de 9%, anunciada ontem pela equipe econômica do governo Fernando Henrique Cardoso -, caiu como uma bomba no Alto da Glória. A diretoria do Coritiba, que tem praticamente todos os seus negócios cotados na moeda norte-americana, passou a tarde reunida para avaliar o impacto da desvalorização do câmbio.
Para se ter uma idéia do estrago causado pela medida do Banco Central, somente os valores referentes ao passe do atacante Cléber, comprado no ano passado por US$ 2,5 milhões (aproximadamente R$ 3,175 milhões antes da mudança), hoje estaria custando cerca de R$ 3,3 milhões - aplicando a cotação máxima permitida pelo BC (R$ 1,32 por dólar/paralelo).
O presidente João Jacob Mehl confirmou a venda do meia Marquinhos para o Monterrey, do México. O valor da transação não foi divulgado. O dirigente também espera definir hoje o empréstimo do atacante Sinval para o El Helal, da Arábia Saudita. A negociação do volante Claudiomiro com o Santos pode fracassar. A Portuguesa de Desportos entrou na briga para ter o jogador, que pertence ao empresário Sérgio Prosdócimo, vice-presidente de finanças do Coxa.
Os dirigentes do São Paulo fizeram uma proposta para levar emprestado o zagueiro Flávio, colocando novamente à disposição o passe do meia Sandoval. Mas o presidente coxa-branca afirmou que o jogador só deixará o Couto Pereira em definitivo. ‘‘Analisamos a oferta feita pelo São Paulo e decidimos que o Flávio só deverá sair do Coritiba se for vendido. Ceder o atleta por empréstimo não nos interessa’’, afirma Jacob Mehl.
O clube continua procurando um zagueiro, um lateral-esquerdo e um meia-avançado. Ontem à tarde, no Centro de Treinamento do Atuba, o técnico Mauro Fernandes comandou o primeiro trabalho com bola. A equipe continua concentrada na Estância Betânia, em Colombo. No dia 25, o Coritiba enfrenta amistosamente o Cerro Porte¤o (Paraguai), no Estádio Couto Pereira.

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