Quebra de tabus marca o rali Granada-Dacar
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de janeiro de 1999
Agência Estado 
Depois de uma etapa de descanso, o rali Granada-Dacar de 1999, marcado até esta etapa por quebras de tabus, recomeça o desafio na África. Neste domingo, a largada será em Bobo Diulasso, capital de Burkina Faso, e a chegada em Mopti, no Mali, com percurso de 732 quilômetros, 300 deles de trecho cronometrado.
O rali deste ano, tem sido marcado por muitas surpresas. Uma delas é a dupla formada pela alemã Jutta Kleinschmidt e a sueca Tina Thorner. Em 21 anos de rali, elas foram as primeiras mulheres na história a liderarem a competição e são a esperança da Mitsubishi, vencedora das últimas edições da prova, de conquistar nova vitória entre os carros.
Tabu também está sendo quebrado pelos buggies Schelsser, do ex-piloto de Fórumla 1 Jean-Louis Schelsser. Ao liderar as últimas três etapas da categoria carros, eles desafiam o favoritismo das então imbatíveis Mitsubishi.
Entre as motos, os destaques foram os muitos acidentes e quebras, especialmente em etapas do deserto. Com isso, a troca de posições entre os líderes do Granada-Dacar e as desistências são constantes, sem acidentes fatais.
Brasileiros - Apesar da desistência de Arilo Alencar Júnior e Alexandre Thomaz (equipe Brasil Off-Road), a participação brasileira no rali tem sido animadora. Entre os caminhões, o time formado por André Azevedo e Leilane Neubarth, mais o checo Tomas Tomecek (BR Lubrax), é o terceiro colocado na classificação geral.
Entre os carros, depois de um início irregular, Klever Kolberg e o francês Pascal Larroque (BR Lubrax) conseguiram recuperar-se e passar para a 19ª posição na contagem geral. Nas motos, Juca Bala (BR Lubrax) e Maurício Fernandes (Sabó/Transbrasil) têm conseguido manter-se na prova.


