Uma bola vindo da defesa do Goiás foi parar no pé direito do canhoto Hugo para abrir o placar de um jogo morno no tórrido Pacaembu, aos 3 minutos do segundo tempo. O Corinthians então acordou, Tite mais uma vez colocou todo o time no ataque, e num lance confuso empatou, com Pato, aos 32. Mas a mesma desatenção esmeraldina na bola parada passou de lado. Escanteio da direita, Amaral subiu sozinho, aos 38 minutos da etapa final, e fez o gol da vitória do Goiás que tem atuações históricas no Pacaembu. Ainda mais contra rivais paulistas que não acham mais o jogo. Ou se acham maiores que o jogo.
Um dos imensos méritos do Corinthians multicampeão de Tite é manter os pés no chão. Nem que um e outro se perca pela boca, dentro e fora de campo, é elenco compenetrado e concentrado. Ou foi. Que até quando cria chances, perde de modo inacreditável, como desperdiçaram Pato e Emerson. E que, agora, uma defesa sólida bobeia como falhou nos dois gols de um Goiás certinho, no 4-2-3-1 usual, que só se fechou mesmo quando Tite passou a empilhar gente no ataque. O Timão acabou o jogo perdendo e sendo vaiado merecidamente com Ibson como lateral- direito (Alessandro saiu lesionado aos sete minutos do primeiro tempo), Edenilson (que o substituiu na lateral) e Douglas como volantes, Emerson e Romarinho pelas pontas, Pato e Guerrero como atacantes. Parecia um 4-2-4 dos anos 60. Mas era mais um time destrambelhado e nervoso na frente, e desorganizado atrás como raras vezes se viu com Tite. Mais por questões técnicas que táticas. Bem aproveitadas por um Goiás que jogou muito mais quando perdeu para o Cruzeiro.
E jogou menos que o suficiente para vencer o Corinthians que deixa de ser favorito ao título a cada confronto perdido. E que vai deixando o G4 como nem o mais fanático são-paulino e palmeirense poderia imaginar.

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| Foto: TOM DIB
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