São Paulo - Para quatro técnicos do futebol brasileiro, 2004 é um ano que poderia ser apagado. Nos altos e baixos da profissão, Cuca, hoje sem emprego, terminou a temporada anterior dirigindo o Goiás e apontado com uma das revelações do Campeonato Brasileiro. Outros dois também estão desempregados: Ricardo Gomes, ex-Flamengo, e Oswaldo de Oliveira, mandado embora do Vitória. O Guarani foi o porto seguro possível de outro treinador badalado no ano passado. Jair Picerni se segura como pode, mas tem poucas chances de livrar a equipe de Campinas do rebaixamento.
Como único empregado entre os quatro, Picerni tenta salvar o ano na reta final. Para isso, aceitou até fazer contrato de risco com o Guarani. Só receberá salário caso consiga livrar o time da queda.
Se Picerni ainda tem esperança de vencer a derradeira luta, Ricardo Gomes recentemente foi vencido em seu último combate. A diretoria do Flamengo preferiu manter o atacante Dimba e dispensou o técnico.
Oswaldo de Oliveira, um dia cotado como melhor do País, hoje não é sequer lembrado pelos clubes. Deixou o Corinthians por baixo, após o quase rebaixamento no Paulista e a humilhante campanha no começo do Nacional. Saiu e foi para o Vitória. A equipe baiana caiu de rendimento e foi demitido. ''Chega de aventuras este ano'', afirmou.
Nem a revelação do ano passado, Cuca, teve sucesso. As derrotas para o São Caetano no Paulista e para o Once Caldas na Libertadores mancharam de forma irremediável sua trajetória pelo São Paulo. Resistiu o quanto pôde, mas, desacreditado e vendo sua equipe perder posições no Brasileiro, colocou o cargo à disposição. Meses depois Cuca fez o mesmo no Grêmio, abandonando o time na beira do rebaixamento.

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