Quatro técnicos brigam por reconhecimento no Paulistão
São Paulo - Nos bastidores da disputa do Campeonato Paulista, quatro técnicos brigam não só pelo título, mas também por reconhecimento. Parte da diretoria do São Paulo quer ver longe do Morumbi o treinador Oswaldo de Oliveira. Jair Picerni, do Palmeiras, e Geninho, do Corinthians, ainda não convenceram as respectivas torcidas, enquanto Pepe, técnico da Portuguesa Santista, tenta provar que estava injustamente esquecido pelos grandes times.
Entre os quatro, Oliveira é o mais pressionado. A eliminação do considerado supertime do São Paulo no Brasileirão não foi perdoada por alguns são-paulinos. Desde então, a cada mal resultado, o técnico balança. Uma nova derrota deve tornar sua situação insustentável.
No Palmeiras, Picerni aceitou o desafio de dirigir o time recém rebaixado no Brasileiro primeiramente para provar que não é treinador apenas de clube pequeno e também para deixar claro que não levou o São Caetano à disputa de dois títulos nacionais e à final da Libertadores por acaso. Os palmeirenses ainda não estão muito convencidos disso.
A situação de Geninho é complicada. No ano passado, com Parreira, o Corinthians conquistou o Rio-São Paulo, a Copa do Brasil e ainda foi vice no Brasileiro. A torcida quer um técnico à altura do anterior. Geninho não tem o estilo intelectual de Parreira, nem a mesma influência sobre o elenco. Sendo assim, em time que vinha ganhando, usou a tática de não mudar muito. Talvez dê certo. O jogo contra o Palmeiras é o primeiro grande desafio.
Pepe, pela Portuguesa Santista, é o franco atirador da semifinal. O time que enfrenta o São Paulo vem sendo montado por ele desde o início do ano passado. O técnico já fez muito em levar tão longe uma equipe que praticamente não existia, mas mesmo assim não se dá por satisfeito e quer ir mais além na competição. No fundo, Pepe tenta mostrar que ficou afastado dos noticiários não por incompetência mas por falta de oportunidade.





