Quatro da seleção sub-17 vão à Olimpíada
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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
Por Rodrigo Mattos Especial para AE 
Rio, 29 (AE) - O supervisor do departamento amador da Confederação Brasileira de Futebol, Nílson Gonçalves, informou que quatro jogadores da seleção brasileira sub-17, bicampeã do Mundial da categoria na Nova Zelândia, devem fazer parte da seleção olímpica. Ele não quis revelar os nomes dos atletas, mas garantiu que o técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo, confirmou que os jogadores serão utilizados na competição.
Segundo Gonçalves, Luxemburgo vai convocá-los graças a qualidade do grupo que conquistou o título na madrugada de sábado, ao ganhar nos pênaltis da Austrália. "Aposto que 30% desses jogadores terão condições de atuar em grandes clubes do futebol internacional", afirmou. "Mas não podemos exigir muito deles agora, pois ainda precisam amadurecer." Gonçalves contou que um empresário suíço chegou a tentar fazer contato com os jogadores do Brasil, mas foi expulso do hotel.
Além do Brasil, o supervisor destacou as seleções dos Estados Unidos, de Gana e da Austrália, que foi a vice-campeão do Mundial. Uma prova disso, explicou ele, é que o norte-americano Brian Jackson foi escolhido o melhor jogador da competição. "Os EUA contaram com dois atletas que poderiam até jogar no Brasil."
Os jogadores campeões do mundo vão encontrar-se com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no dia 15 de dezembro, quando será decidida a premiação pela conquista. Para Gonçalves, o valor do prêmio deve ser de R$ 10 mil, mesma quantia recebida pelos campeões do Mundial do Egito, em 1997.
Em janeiro, será realizado na cidades de Três Rios e Friburgo, no interior do estado do Rio, um Mundialito sub-17, que vai reunir sete seleções. Itália e Rússia tem presença confirmada, os outros participantes ainda serão definidos. Gonçalves informou que vai pedir a Teixeira que o Brasil seja candidato a sediar o Campeonato Sul-Americano da categoria no ano 2001. No mesmo ano, ocorre o Mundial em Trinidad Tobago.
HENRIQUE - Gonçalves disse que o jogador Henrique, do São Paulo, foi desligado da seleção sub-17 porque não apresentou um documento de autorização dos pais no prazo estabelecido pela CBF. "Quando surgiu o caso do Sandro Hiroshi, conversamos com os jogadores e avisamos que o problema era sério para ninguém vacilar", explicou ele, sem confirmar que Henrique tenha desistido de viajar após esse aviso.


