Quatro cidades tinham a hegemonia do esporte
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de março de 1998
Isnard Cordeiro 
O basquete paranaense, depois que Curitiba deixou de participar de competições no Estado, passou a ser disputado por quatro cidades, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Arapongas. Esta, aliás, foi a última a armar um time para enfrentar as maiores forças do basquete brasileiro. Ponta Grossa chegou a montar uma equipe de peso e foi quatro vezes campeã dos Jogos Abertos (a única competição forte do Estado). Mas quando se pensava que o time era mesmo bom, foi a maior decepção e no Campeonato Nacional perdeu a vaga para Londrina, dando um vexame, pois só conheceu derrotas na competição. Depois disso, Londrina voltou a ser o centro do basquetebol.
No princípio, Curitiba era a força do Paraná. Como a modalidade era pouco difundida, Londrina estava ali, logo na sequência, tanto no masculino como no feminino. Ponta Grossa era outra cidade onde a modalidade sempre teve grande destaque, a ponto de revelar Mair, que chegou à seleção brasileira e participou até da Olimpíada de Helsinque, em 52. Nos JAPs, no entanto, Ponta Grossa só conseguiu o primeiro título em 68, quebrando uma hegemonia que era de Londrina. Foi a última cidade campeã daquela década, porque depois Arapongas imperou e só não passou a década de 70 como grande campeã porque Londrina, em 74 e 76, superou a equipe orientada por Dirceu Marino, que tinha craques como Zizinho, o irmão Zinzão, Zé Preto, Pedroso, Scarpini, Urbano, Zé Miguel, Bressan, Peta e outros grandes nomes do esporte, que o Paraná sempre terá que lembrar.
No seu período de domínio da modalidade, no masculino, Londrina tinha como destaque o saudoso Horst Carlos Tolkmit, que também chegou a integrar a seleção brasileira. Horst, Goose, Romanelli, Rey, Deda, Lelbe, Bi, Toshihiko Tan, Gonini, Nico, Oscarzinho, Betoni, Wilfred, Bomba, Brandão e tantos outros por muitos anos garantiram Londrina sempre entre os primeiros lugares nas competições. Mas Londrina teve outras feras, entre elas Zé Miguel e Nelsinho, que hoje supervisor do Grêmio Londrinense no Campeonato Nacional. Ele também chegou a integrar a seleção brasileira de novos e com sucesso.
Terminada a hegemonia araponguense, que foi de 69 até 82, o time campeão ficou mais em função do técnico Saulo. É que a cidade para onde ia, acabava sendo vitoriosa. Foi assim com Cambé, Maringá e Ponta Grossa. Cornélio Procópio foi outra cidade que teve bons times, mas no final Londrina, Arapongas, Maringá e Ponta Grossa sempre decidiram os quatro primeiros lugares em todas as competições que se encontravam.


