Quatro brasileiros lutam pela vitória
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
José Emílio Aguiar Agência Estado 
Arquivo FolhaLargadaAndré Ribeiro e Gil de Ferran: prontos para a prova de abertura, neste domingo, no oval de Homestead Dos sete brasileiros inscritos para o GP de Miami, no circuito oval de Homestead, primeira prova da temporada da Fórmula Indy, domingo, quatro largam com chances de vitória. Maurício Gugelmin, Gil de Ferran, Raul Boesel e Christian Fittipaldi compartilham o otimismo que André Ribeiro, Guálter Salles e Roberto Moreno ainda não podem ter, pela limitação do equipamento e do número de testes que realizaram.
Quem entra na pista mais bem preparado para o primeiro treino oficial, amanhã, é Maurício Gugelmin. O piloto da PacWest fez mais de seis mil quilômetros de testes com o novo Reynard-Mercedes e foi o maior adversário da dupla favorita, Jimmy Vasser e Alessandro Zanardi, na pré-temporada.
Ontem, Gugelmin correu oito quilômetros na praia e fez musculação. Ele emagreceu 9 quilos e está pesando 74. A nova condição física o ajuda a pilotar mais rápido. Quando você melhora fisicamente, melhora mentalmente, diz.
Na opinião de Gugelmin, Vasser e Zanardi dominarão o treino de amanhã. Tenho um cronograma de trabalho diferente do deles, explica. A pole não vale nada, o que importa para mim é a corrida. Maurício, porém, prevê que os pilotos da Ganassi serão surpreendidos já no treino de sábado. A Penske, a Newman-Haas e a Walker, do Gil, também vão estar competitivas, dependendo do que a Goodyear fizer nos pneus.
Gil de Ferran está apreensivo pelo que a Goodyear poderá oferecer. A fábrica foi superada nos testes pela Firestone. Gil vai estrear na Walker e acha que tem o Reynard-Honda acertado.
Christian está ansioso para entrar na pista com o novo Swift-Ford. O último teste, no misto de Sebring, foi um desastre, pois o câmbio quebrou várias vezes. Mas em Homestead, uma pista oval, não serão necessárias muitas trocas de marcha e o piloto espera andar entre os primeiros.
Raul Boesel também está na contagem regressiva para a largada. Para Raul, 97 tem de representar o ano da virada na carreira. Quero apagar 96 e começar o campeonato com impacto, disse. A mudança da equipe Green para a Patrick renovou seu ânimo, embora o piloto reconheça que fez poucos testes com o Reynard-Ford: só três.


