São Paulo, 10 (AE) - Michael Schumacher admitiu hoje, depois de se classificar em quarto no grid de largada para o GP do Brasil de F-1, a um segundo de Mika Hakkinen, da McLaren: "Disse que seríamos competitivos desde o início do ano, mas não conseguimos, declarou, expondo toda sua frustração. "Um segundo é demais, não é coisa que se tire de um dia para o outro." A receita para tentar vencer a McLaren é modificar bastante o atual modelo F399. "Depois dos testes que fizemos imaginava que fôssemos ficar a meio segundo da McLaren, não a um segundo", afirmou um franco Michael Schumacher.
"Se eu tivesse feito tudo certo hoje, talvez eu teria batido Barrichello, mas minha preocupação não deve ser com ele e sim com os pilotos da McLaren." Segundo Schumacher, o brasileiro da Stewart optou por pneus moles na classificação. "Esses pneus lhe deram meio segundo a menos na sua volta." Sobre a corrida de amanhã, disse: "Eu, o Hakkinen e o Coulthard escolhemos pneus duros, portanto o que hoje representa uma desvantagem, amanhã (11) é na realidade uma vantagem."
Sobre suas chances na prova, comentou que se voltar amanhã à noite para casa com um terceiro lugar estará satisfeito, em função da diferença de desempenho entre a sua Ferrari e as duas McLaren. Talvez para dar alguma esperança aos torcedores da equipe italiana, o alemão disse que já para Ímola, dia 2 de maio
sua F399 terá muitas novidades.
Se Schumacher era a própria imagem do desânimo hoje, o seu companheiro, Eddie Irvine, vencedor na abertura da temporada em Melbourne, como sempre ironizou. "Estou muito contente com o sexto lugar no grid, depois do fraco rendimento no treino da manhã (ficou em 11.o)." Ao contrário do alemão, Irvine acredita que a Ferrari pode até ganhar a corrida de Interlagos. "Enquanto nós temos um carro comprovadamente resistente, o mesmo não é válido para os que estão na nossa frente."

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