Quarteto fantástico americano leva 4x100m e crava recorde
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Amanda Romanelli <br> Agência Estado 
Londres - O quarteto fantástico da velocidade americana voou baixo na noite londrina para bater o segundo recorde mundial do atletismo no Estádio Olímpico. Ausentes do lugar mais alto do pódio desde os Jogos de Atlanta, em 1996, a equipe formada por Tianna Madison, Allyson Felix, Bianca Knight e Carmelita Jeter tinha a missão de retomar o ouro do revezamento 4 x 100 metros em Londres. Não só conseguiram a vitória, como derrubaram de maneira assustadora uma marca que durava quase 27 anos.
Pela primeira vez na história, um revezamento feminino correu abaixo dos 41s. O tempo de 40s82 é mais de meio segundo mais rápido que o recorde mundial obtido pela Alemanha Oriental em 6 de outubro de 1985 (41s37). A Jamaica, que assim como os EUA não conseguiu concluir a prova em Pequim/2008, ficou com a prata (41s41). A Ucrânia foi bronze, com 42s04.
''Eu sabia que essas garotas iriam correr com o coração. Também sabia que íamos ser muito rápidas'', disse Carmelita Jeter, vice-campeã olímpica dos 100 metros e bronze nos 200 metros, responsável pela última perna do revezamento. ''Havia uma nuvem negra sobre nós, com as pessoas dizendo: 'Elas não conseguem, elas vão deixar o bastão cair'. Mostramos agora que podemos.''
A decepção ficou por conta da participação brasileira. Após baterem o recorde sul-americano pela terceira vez em menos de um ano, a equipe formada por Ana Cláudia Lemos, Franciela Krasucki, Evelyn dos Santos e Rosângela dos Santos não passou da 7. posição. O tempo em relação à semifinal, que foi de 42s55, piorou para 42s91. ''Foi o melhor que pudemos fazer hoje (sexta)'', disse Ana Cláudia. ''Estamos satisfeitas como time, mas, para correr perto de 41s, precisamos melhorar nossas marcas individuais.''
Hegemonia em risco
Depois de sucessivos fracassos no revezamento 4 x 100 metros dos últimos anos, os EUA deixaram claro que hoje, às 17h (de Brasília), vão lutar para derrubar a hegemonia da Jamaica na prova. Na eliminatória de sexta fizeram 37s38, melhor marca da preliminar e recorde nacional. Os jamaicanos, sem Usain Bolt, foram mais lentos por um ínfimo centésimo de segundo.
''Aqui a briga é dos EUA contra o resto do mundo. Se nos ajudarmos, vamos quebrar recordes, vencer. Foi provado isso hoje (sexta)'', disse Justin Gatlin, o homem que fecha o revezamento. Para Yohan Blake, que não foi poupado, a Jamaica tem condições de bater mais uma vez o recorde mundial que eles mesmos melhoraram no Mundial de Daegu, no ano passado. ''Fizemos um ótimo tempo sem o homem mais rápido do mundo. Tenho certeza de que faremos estragos na final'', afirmou o velocista, apostando em um tempo abaixo dos 37s - o recorde é de 37s04.
No caso dos americanos, bater a Jamaica é uma questão de honra. Seus componentes foram acusados de não serem cúmplices e de não treinarem a prova - por isso, as quedas de bastão e os erros nas passagens se tornaram frequentes. Mas, este ano, o grupo mostrou que está comprometido.
O Brasil não conseguiu vaga na final. A equipe formada por Aldemir Gomes, Sandro Viana, Nilson André e Bruno Lins fez 38s35, apenas a 10. marca das eliminatórias.


