Começou o Brasileirão. Depois do aquecimento dos estaduais, os times entram em campo à vera para a grande temporada. E que temporada. Tem futebol até o natal e um mundial no meio do ano para não deixar cair o fôlego.

E para os principais times a maratona já começa com dois jogos na semana pelos próximos dois meses. Até a próxima data FIFA, que será no início de Junho, os torneios se misturam e se enrolam em fases diferentes e decisivas. E nem adianta o chororô do calendário, ou colocar a culpa nesta ou naquela entidade que não organiza competições com respeito aos atletas. Todos querem os prêmios, e aceitam as condições.

E ainda vem aí a Série B. Então, se prepare para jogos todos os dias em canais e plataformas diferentes. Futebol de segunda a domingo, à tarde, à noite e até de manhã. Para acompanhar seu time será necessária uma agenda, para saber dia e local de exibição. E se ele estiver em mais de uma competição, você vai precisar também de um malabarismo técnico e financeiro.

Sim, gostamos muito de futebol. Gostamos da emoção do esporte e suas variáveis e finais emocionantes e, muitas vezes, surpreendentes. Gostamos das jogadas do craque, do inusitado, do grito que extravasa nossas tristezas e das alegrias de histórias que só o futebol pode contar. Mas tudo que é excesso passamos a gostar menos, porque não dá tempo de sentir falta ou saudade. Tudo começa a ficar muito igual.

E quando procuramos explicações para nossa Seleção tomar um passeio da Argentina, esquecemos de elencar esses fatores também. Nenhum setor produz quantidade com qualidade. Ou um, ou outro. Mas enquanto não se para a máquina para discutir uma nova rota, seguimos todos juntos e misturados se enganando que assim está bem. Tá meio sem gosto, mas está bom, até chegar a hora que não consumiremos mais. Nem o sem gosto.

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