Quando o raciocínio supera o preparo físico
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domingo, 25 de abril de 2010
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Estradas de terra, trilhas acidentadas e terrenos desconhecidos que cortam matas, propriedades particulares e os mais diferentes tipos de vegetação. Este foi o cenário da abertura do Circuito Pro-Adventure 2010, que reuniu cerca de 150 esportistas aficcionados por adrenalina, na manhã de ontem, na Fazenda da Nata, nas proximidades do bairro Limoeiro, situado na Zona Rural de Londrina.
Segundo o atleta Vanderlei Favaro, o Paulista, a principal diferença da corrida de aventura para outras modalidades que envolvem resistência física, como o triatlo, é a importância da capacidade de navegação, que exige interpretação de mapas e uso da bússola. Dividida nas categorias light, aventura e profissional, a competição chama a atenção pela necessidade de raciocínio e tomada de decisão. É um dos esportes que mais crescem na região.
Para Paulista, que há cinco anos trocou o asfalto pelas estradas de terra, não adianta o atleta ter força se não souber navegar pela região da prova. ''O mapa é o coração da corrida de aventura. Para quem sabe interpretar, ele é quem decide'', aponta.
Ele compete pela categoria profissional e ficou afastado em 2009 depois de lesionar o joelho durante uma das etapas. Dentre as dicas para não se perder no caminho, costuma aconselhar os colegas a saber ''ouvir a natureza''. Como o fato é comum entre novatos e até entre os mais experientes, a cautela, segundo ele, é a principal ferramenta para quem está perdido no meio da trilha. ''Quando a pessoa se perde é importante voltar até o lugar onde ela sabe que está certo e começar tudo denovo'', ensina.
Segundo Marcos Romani, membro da organização da prova, as três categorias são divididas levando em conta o tamanho do percurso e os tipos de tarefas. A categoria light compreende um trecho de moutain bike e trekking (corrida em terrenos acidentados) de 16 quilômetros. A aventura ganha uma prova de boiacross, que amplia o trajeto para 35 quilômetros.
Ele explica que a categoria mais ''puxada'' é a profissional, que inclui ainda técnicas de descida vertical num percurso de 60 quilômetros. ''Isso se o atleta não se perder. Daí aumenta o trajeto e deixa a prova mais difícil'', completa.
Outro detalhe é a existência de ''pegadinhas'' no mapa de navegação. ''Senão, quem vier de esportes que exigem muito no quesito resistência vai se destacar. Por isso tem o mapa topográfico que exige senso de orientação'', ressalta.
Rastreador
Neste ano a organização do Pro-Adventure resolveu inovar e instalou rastreadores para monitorar o percurso dos competidores durante a prova. Segundo Ricardo Imperatriz, diretor de empresa de rastreamento, o sistema funciona a partir da junção entre as tecnologias GPS, que fornece a posição exata, com a GSM, que transmite a posição para um servidor que processa os dados.
Imperatriz explica que a finalidade é fornecer um ranking da prova em tempo real para a organização e um histórico de posições do trajeto percorrido ao atleta. ''Ele recebe por e-mail um relatório que possibilita analisar os erros e acertos no percurso'', detalha.


