São Paulo - Maior esperança do Palmeiras na luta contra o rebaixamento, o meia Valdivia ressaltou que todos os jogadores do elenco precisam "compartilhar a responsabilidade" nesse momento difícil vivido pela equipe. Com 38 pontos, os palmeirenses ocupam a 16ª posição da tabela, a apenas um ponto do Vitória, que abre a zona do rebaixamento.
"Não adianta só um querer e os outros não. Estão todos cientes da situação, cada um sabe de sua importância aqui", disse o chileno nesta terça-feira. "Tem que ter muita consciência do que significa cair com um time do tamanho do Palmeiras. Eu sei o que é ser rebaixado", acrescentou.
Embora tenha dito que gosta de ser cobrado e não se importa em ser o protagonista, Valdivia afirmou que se incomoda quando sugerem que ele não estava à disposição quando o time mais precisou. "Eu faço uma pergunta: quando o Palmeiras não precisou de mim? Quando um treinador falou 'essa semana você não precisa jogar'? Nunca", rebateu o camisa 10. "Na semifinal do Paulista, joguei com o tornozelo do tamanho de uma melancia. Não dava nem para ir ao banco", lembrou o jogador, emendando uma série de outros exemplos. "Podem cobrar, não tem problema. Mas se vira algo pessoal, a coisa muda".
Na opinião de Valdivia, para o próximo ano, o Palmeiras precisa montar um elenco competitivo, para evitar que apenas um atleta carregue sempre toda a responsabilidade. "Não digo trazer o Messi ou o Cristiano Ronaldo, mas é preciso formar um time grande, fazer contratações. Quando você tem um elenco capacitado para aguentar o ano inteiro, é muito mais fácil."

DÚVIDA
Valdivia ainda não sabe se terá condições de enfrentar o Inter às 19h30 deste sábado, no Beira-Rio, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. A partida é decisiva para a equipe alviverde, que corre risco de rebaixamento. "Preciso estar 100% para que o que aconteceu no domingo (contra o Coritiba) não se repita. Vamos tratar durante a semana. Até agora não fiz exame nenhum. Mas senti um incômodo e espero que não seja nada grave", disse o chileno.
Valdivia chegou a jogar o primeiro tempo diante do Coritiba, mas se movimentou pouco devido ao incômodo no músculo posterior da coxa esquerda e foi substituído por Diogo no intervalo. Para atuar no Couto Pereira, o meia fez tratamento intensivo no centro de treinamento do clube durante a semana e só viajou à capital paranaense no sábado à noite, depois da delegação. "Coritiba era mais um jogo que tínhamos de nos doar. Mesmo não tendo 100% de condições, eu quis jogar. Infelizmente não deu certo", acrescentou o camisa 10.
Apesar do cenário desanimador, Valdivia lembra que o Palmeiras só depende de si mesmo para permanecer na elite do futebol. "A gente ainda tem chance (de não cair), mas não dá para estar tranquilo, não. É vergonhoso brigar para não cair no ano do nosso centenário. Antigamente, você ganhava título e ficava na história. Agora, no Palmeiras, deixar o time na Série A é motivo para virar ídolo. É o que as pessoas têm falado", disparou o jogador.

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