Quando o 13 vira número da sorte
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
O número dele é 13, que entre os supersticiosos significa azar. Mas só se for para os adversários. Esse número é da camisa do pivô Diego que defende pela terceira temporada o Colégio Londrinense. Jogador habilidoso, com 15 gols ele ocupa a vice-artilharia da Série Ouro do Paranaense de Futsal. Mas o maior sonho dele não é terminar o ano como o principal goledor do campeonato. Também está nos planos. A prioridade, no entanto, é disputar a final inédita na primeira divisão do futsal do Estado com o restante do time.
''Antes de tentar a artilharia tenho que pensar na classificação para a semifinal e depois tentar jogar a final. Sendo artilheiro você é valorizado. Mas sendo campeão eles valorizam ainda mais'', acredita o jogador que marcou 26 gols na primeira temporada pelo time londrinense, ficando dois gols atrás do artilheiro do campeonato. No ano passado, como sofreu muitas lesões marcou apenas 14 vezes.
Desde que chegou ao Colégio Londrinense, ele conta que já foi sondado por times da Liga Nacional e até do exterior. ''Não foi nada muito concreto, com propostas. Mas como vou me formar em educação física no ano que vem, vale a pena ficar. Já me adaptei ao método do Júnior (técnico), aqui tem estrutura e me sinto à vontade no time'', ressaltou o jogador de 25 anos.
Diego começou no futsal há 19 anos, numa escolinha chamada Primeiro de Maio em Santo André, cidade satélite da grande São Paulo. Depois o jogador partiu para outros times paulistas como Banespa, São Paulo e São Caetano/Corinthians. No Paraná, estreou em 2006 no Cianorte, no ano seguinte foi para Paranavaí até chegar ao Colégio Londrinense, em 2008.
Entre o cenário paulista e paranaense do futsal, ele prefere o segundo que valoriza mais os jogadores. ''Como São Paulo é muito grande não tem reconhecimento de público ou imprensa. Aqui tem, ainda mais por parte das crianças. É bom ver os mais novos se espelharem em você'', declarou o jogador que sonha em atuar como técnico ou preparador físico de categorias de base depois que se aposentar das quadras.
Segunda fase
Além de levantar a moral dos jogadores, as duas últimas vitórias do Colégio Londrinense deixaram o time numa situação confortável na tabela do grupo B. Segundo colocado com 13 pontos, dois a menos que o líder Cascavel, a classificação está encaminhada. Mas o time que goleou por 6 a 1, contra o Campo Mourão segundo o técnico Humberto Maccagnan Júnior ''não rendeu nem metade do jogo em Guarapuava''.
O técnico está mais animado com a vitória contra o Guarapuava. Além de ter sido longe da torcida, o time estava desfalcado de dois titulares - Diego e Rodrigo Point. ''Pelo fato de jogar em casa e ter a obrigação de vencer, o time perde a concentração em alguns momentos. Mas fora daqui eles são mais organizados taticamente'', observou o treinador. O próximo confronto será contra o Cascavel, no sábado, no Ginásio Sérgio Mauro Festugatto.


