A relação entre Serafim Meneghel e família e o futebol de Bandeirantes é marcada por muita paixão e folclore. Os Meneghel ficaram famosos por andarem armados e exercerem uma certa ''pressão extra-campo'' nos jogos do União. Conta a lenda que, quando não dava na bola, dava na bala.
São muitas as histórias envolvendo a família. A mais famosa é a do tiro que o ex-presidente teria dado na bola em um jogo do clube.
Outra história diz que em 1968 a equipe enfrentava o Seleto e se perdesse seria rebaixado para a Segunda Divisão. No final da partida, o time de Paranaguá arriscou um ataque e a defesa do União cometeu o pênalti. Serafim, furioso, teria invadido o gramado. O árbitro Vander Moreira foi cercado e houve muito empurra-empurra. Como não conseguia chegar perto do juiz, Serafim teria tirado um revólver calibre 38 da cintura e dado um tiro para cima. O árbitro considerou a ''argumentação'' e trocou a penalidade por um tiro de meta para o União.
O União Bandeirante Futebol Clube foi criado em 1964, levndo o nome da Usina Bandeirante. Com a fusão com o Guarani, também de Bandeirantes, o nome mudou para o atual União.
Craques José Martins Manso, 58 anos, o Paquito, e Sebastião José Ferri, 60, o Tião Abatiá, formaram a principal dupla de ataque da história do União Bandeirante e ficaram conhecidos como a ''dupla caipira''. Depois, brilharam também no Coritiba. Os dois ocupam o posto de maiores ídolos da equipe até hoje.
O lateral-direito campeão mundial de 1958 pela seleção brasileira, Nilton de Sordi, também desfilou seu futebol pelo gramado do Estádio Comendador Luis Meneghel.
A reportagem procurou Serafim, mas não conseguiu falar com o empresário . (T.M.)

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